Da Redação
Os crimes de estelionato, impulsionados principalmente pelos golpes aplicados em ambientes digitais, seguem em crescimento no Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, somente em 2024, foram registrados mais de 2,1 milhões de casos no país, alta de 19% em relação ao ano anterior. O cenário reforça a consolidação das fraudes eletrônicas como uma das modalidades criminosas que mais avançam no território nacional.
Em Goiás, o avanço também chama atenção. O estado ultrapassou a marca de mil ocorrências de estelionato para cada 100 mil habitantes, posicionando-se entre as unidades da federação com maior incidência desse tipo de crime. A maior parte dos registros está relacionada a golpes praticados por meio de aplicativos de mensagens, redes sociais, ligações telefônicas e plataformas digitais.
Entre os golpes mais frequentes estão o falso investimento, o falso funcionário de banco, clonagem de aplicativos de mensagens, links fraudulentos, falsas centrais de atendimento, boletos adulterados, anúncios falsos de compra e venda e pedidos de transferência via Pix. Os criminosos utilizam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fornecer dados pessoais, senhas ou realizar transferências financeiras.
Especialistas apontam que a popularização dos meios digitais e dos pagamentos instantâneos ampliou as oportunidades para esse tipo de fraude. Além disso, o uso de ferramentas de inteligência artificial tem tornado os golpes mais sofisticados, permitindo a criação de mensagens, imagens, áudios e vídeos cada vez mais convincentes.
As autoridades recomendam que a população adote medidas preventivas, como desconfiar de ofertas muito vantajosas, evitar clicar em links enviados por desconhecidos, confirmar solicitações de dinheiro por outros canais de comunicação, ativar a autenticação em dois fatores em aplicativos e nunca compartilhar códigos de verificação ou senhas bancárias.
Outro alerta é para ligações ou mensagens de pessoas que se identificam como funcionários de bancos ou empresas conhecidas. Instituições financeiras não solicitam senhas, códigos de segurança ou transferências para “regularizar” contas. Em caso de dúvida, a orientação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição.
Especialistas também orientam que vítimas de golpes registrem boletim de ocorrência o quanto antes e comuniquem imediatamente o banco responsável pela conta utilizada na transação. Quanto mais rápido o registro for feito, maiores são as chances de rastrear a movimentação dos valores e adotar medidas para minimizar os prejuízos.
O crescimento dos casos reforça a necessidade de investimentos em educação digital, fortalecimento das investigações especializadas e conscientização da população sobre os principais métodos utilizados por criminosos para aplicar fraudes pela internet.






