SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela no mês passado passou de 5.000, segundo um balanço divulgado pela ditadura venezuelana nesta sexta-feira (17).

Ao menos 5.069 pessoas morreram nos letais tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte do país, especialmente La Guaira, estado vizinho à capital, Caracas. O novo boletim foi divulgado pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez .

Segundo o balanço, o número de feridos permaneceu inalterado, em 16.740, e 17.907 pessoas continuam desabrigadas.

A ditadura venezuelana evita falar em desaparecidos, mas, segundo a ONU, esse número pode chegar a 50 mil, no que já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina. O desastre afetou mais de 800 edifícios, dos quais 190 desabaram.

Em La Guaira, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras, praças e até mesmo em calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e doam alimentos.

A resposta do regime ao desastre vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. Delcy rejeitou tais afirmações e disse, sem provas, que “laboratórios midiáticos” tentam prejudicar o trabalho das equipes de emergência.

Ela assumiu a liderança da Venezuela depois da captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro durante uma operação dos Estados Unidos.

Nesta semana, Jorge Rodríguez anunciou que o regime iniciará, em agosto, uma mesa de trabalho com setores da oposição, incluindo a exilada Dinorah Figuera, para um plano de “fortalecimento da democracia”.

O governo de Donald Trump afirmou em nota que a movimentação reflete o compromisso da Venezuela “de fortalecer as instituições democráticas, aprimorar o sistema eleitoral e restaurar as garantias para a participação política”. Os EUA também disseram, no mesmo comunicado, que vão continuar apoiando o país “rumo a uma transição eleitoral pacífica.