Da Redação

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que as intervenções previstas no viaduto que liga a região do Parque das Laranjeiras à BR-153 não deverão comprometer a área do Jardim Botânico. Segundo ele, o projeto foi elaborado para melhorar a mobilidade urbana, preservando a principal reserva ambiental da capital. 

A declaração foi feita durante o lançamento de obras viárias no Parque das Laranjeiras. Na ocasião, Mabel explicou que a proposta contempla a ampliação da capacidade do viaduto para atender ao crescimento do fluxo de veículos na região, especialmente em razão da futura expansão do corredor BRT em direção ao Parque Atheneu. A estrutura é considerada insuficiente para a demanda atual e passará por adequações para ampliar a fluidez do trânsito. 

Após surgirem preocupações sobre possíveis impactos ambientais, o prefeito garantiu que a obra não afetará o Jardim Botânico. De acordo com ele, as alterações ocorrerão na faixa destinada ao sistema viário e foram planejadas de forma a preservar a área verde existente. Mabel ressaltou ainda que todas as intervenções seguirão critérios técnicos e ambientais. 

O projeto integra um conjunto de melhorias para a mobilidade na região sul de Goiânia. Além da reestruturação do viaduto, a Prefeitura anunciou mudanças no entorno do Colégio da Polícia Militar Naly Deusdará, com a criação de uma área específica para embarque e desembarque de estudantes e a implantação de uma rotatória para organizar o tráfego na Avenida das Laranjeiras. As medidas têm como objetivo aumentar a segurança de motoristas, pedestres e alunos, além de reduzir os congestionamentos registrados nos horários de pico. 

O deputado estadual Virmondes Cruvinel, que acompanhou o lançamento das obras, destacou que a modernização do viaduto é uma reivindicação antiga da comunidade e deverá beneficiar moradores de diversos bairros da região. Segundo ele, o crescimento urbano tornou necessária a ampliação da estrutura para garantir maior capacidade de circulação de veículos. 

Nos últimos dias, o projeto gerou debates após informações apontarem que parte das intervenções poderia atingir árvores próximas ao Jardim Botânico. A Prefeitura, entretanto, reforçou que a proposta busca conciliar mobilidade e preservação ambiental, mantendo a integridade da reserva enquanto promove melhorias na infraestrutura viária da capital.