SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Escoltados por policiais militares, funcionários da prefeitura começaram nesta quinta-feira (16) uma nova etapa de destruição de barricadas e lombadas que teriam sido instaladas por criminosos para dificultar o acesso na favela de Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo..

A ação tem apoio de equipes do 16º BPM/M (16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano).

As intervenções ocorrem em pontos onde as estruturas foram instaladas de forma irregular e comprometem a circulação de veículos, diz a PM.

“O trabalho busca desobstruir as vias para permitir o acesso de viaturas policiais, ambulâncias, equipes do Corpo de Bombeiros e demais serviços públicos”, afirma a polícia, em nota.

Durante a operação, policiais militares permanecem na comunidade para dar segurança às equipes envolvidas na remoção e preservar a ordem no entorno dos locais de atuação.

Essa é a segunda operação do tipo em menos de um mês em Paraisópolis. Na última ação, em junho, o governo estadual disse que as estruturas foram colocadas nas ruas para dificultar operações de combate ao crime organizado.

A retirada das lombadas faz parte de uma série de ações realizadas pela Polícia Militar após reportagem da Folha de S.Paulo mostrar, em maio, um dos bloqueios montados pela facção PCC (Primeiro Comando da Capital) na entrada de Paraisópolis.

Com auxílio de um drone, a reportagem flagrou uma grade metálica instalada em uma via de acesso e vigiada por homens responsáveis por controlar quem entrava e saía do local. Moradores relataram que pessoas desconhecidas precisavam se identificar antes de seguir caminho.

No último dia 7, a PM diz ter encontrado um fuzil AK-47 em um prédio utilizado pelo crime organizado para a produção de drogas em Paraisópolis.

O armamento de grosso calibre estava equipado com carregador municiado do tipo caracol, que amplia a capacidade de disparos, além de outros carregadores comuns também abastecidos.

No interior do imóvel, as equipes encontraram três espaços –a PM não especificou se eram cômodos ou apartamentos inteiros– utilizados em diferentes etapas da cadeia do tráfico.

No primeiro, havia uma refinaria abastecida com “grande quantidade de cocaína” já misturada, pronta para as etapas finais de preparo, além de diversos utensílios para o processamento do entorpecente, informou a polícia.

Em outro espaço, os policiais apreenderam tabletes de pasta base de cocaína e diversos materiais destinados à embalagem da droga. Já no terceiro, escondido no forro de gesso, estava o fuzil AK-47.