SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou a investigação sobre a morte da americana Hilde Ann Lynn, encontrada morta em um quarto do hotel Rosewood em junho deste ano. A perícia concluiu que a morte da vítima não tinha indícios de violência ou participação de terceiros.

De acordo com o órgão, a vítima morreu por causas naturais. Hilde morreu em decorrência de “tromboembolismo pulmonar em paciente com pneumonia, no pós-operatório de cirurgia plástica, sob efeito de fármacos benzodiazepínicos, antidepressivos e antipsicóticos”.

O arquivamento foi promovido pela 29ª Promotoria de Justiça Criminal de São Paulo, em 8 de julho. As investigações incluíram depoimentos de funcionários do hotel, médicos que atenderam a americana antes da morte, análise de imagens, registros do apartamento e laudos da Polícia Científica.

Exames afastaram a hipótese de intoxicação por medicamentos como causa direta. Procedimentos de necropsia e exames anatomopatológicos e toxicológicos também indicaram que não houve interferência de terceiros.

Segundo o MPSP, a perícia também não identificou sinais de arrombamento, luta corporal ou violência. As imagens e registros do hotel também confirmaram que a mulher permaneceu sozinha no quarto até ser encontrada sem vida.

Hilde Ann Lynn, uma influenciadora de arte, foi encontrada por equipes do hotel em um dos quartos após os funcionários não conseguirem contato com ela. A mulher estava no Brasil há cerca de três semanas e tinha feito um procedimento estético no país.

Um homem que se apresentou como cirurgião plástico dela esteve no hotel. Segundo o boletim de ocorrência, o médico revelou que a turista usava drogas. Ele disse aos funcionários que a mulher foi parar em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com sinais de overdose dias antes de parar de dar notícias.

No quarto onde a americana foi encontrada estava uma garrafa de vodca vazia e comprimidos jogados no chão. Um dia antes de ser encontrada morta, Hilde recebeu reclamações de outros hóspedes por estar “visivelmente embriagada”.