A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) iniciou a distribuição da insulina glargina, medicamento de ação prolongada utilizado no tratamento do diabetes, para unidades de saúde em todo o estado. A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar gradualmente o acesso ao medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo, em casos específicos, a insulina NPH.
Nesta primeira etapa, o público contemplado inclui crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios clínicos estabelecidos pelo SUS e possuam prescrição médica. A distribuição ocorrerá de forma gradual, conforme a organização da rede estadual de saúde.
A insulina glargina é considerada um análogo de ação prolongada, proporcionando controle mais estável dos níveis de glicose no sangue. Em muitos casos, o medicamento permite apenas uma aplicação diária, reduzindo o número de injeções e diminuindo o risco de episódios de hipoglicemia, principalmente durante a noite. Esses benefícios também contribuem para maior adesão dos pacientes ao tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da oferta faz parte de uma política nacional de modernização da assistência às pessoas com diabetes. O processo de substituição da insulina NPH pela glargina será realizado de maneira progressiva, respeitando a capacidade de abastecimento e a estrutura das redes estaduais e municipais de saúde.
Goiás está entre os 21 estados contemplados na atual fase da distribuição nacional do medicamento. As remessas começaram a ser enviadas neste mês para abastecer as unidades responsáveis pelo atendimento dos pacientes elegíveis.
O acesso à insulina glargina dependerá de avaliação médica e do cumprimento dos protocolos clínicos definidos pelo SUS. A expectativa é que a incorporação do medicamento contribua para melhorar o controle glicêmico, reduzir complicações associadas ao diabetes e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes atendidos pela rede pública de saúde.






