Da Redação
Um adolescente de 16 anos impediu que um homicídio fosse executado ao denunciar a própria mãe, suspeita de encomendar o assassinato de uma funcionária de uma Casa Lar em Abatiá, no norte do Paraná. A mulher, de 41 anos, foi presa preventivamente e é investigada por tentativa de homicídio qualificado por promessa de recompensa e motivo torpe.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o adolescente vivia na instituição de acolhimento após seus pais perderem a guarda dele e de outros dois filhos por decisão judicial. Mesmo acolhido, ele ainda realizava visitas periódicas aos pais.
Foi durante um desses encontros que a mãe revelou estar planejando matar uma servidora da Casa Lar, a quem atribuía a responsabilidade pela perda da guarda das crianças. Desconfiado, o jovem pediu para ver as conversas no celular da mãe e teve acesso às mensagens que confirmavam a negociação do crime.
Após verificar o conteúdo, o adolescente procurou a funcionária que seria alvo do atentado e, junto com ela, compareceu à delegacia para denunciar o caso. A partir da comunicação, a Polícia Civil iniciou as investigações e conseguiu impedir que o plano fosse colocado em prática.
As apurações indicam que as mensagens originais haviam sido apagadas do celular da suspeita. No entanto, os investigadores localizaram o homem que intermediava a negociação e conseguiram recuperar os registros da conversa. Nos diálogos, a mulher informava detalhes sobre a rotina da vítima, como o local onde ela costumava estacionar o veículo, além de negociar o pagamento de R$ 3 mil pela execução do crime. Em uma das mensagens, ela afirmou que faria o pagamento no dia em que recebesse o salário.
Segundo a investigação, a motivação do plano criminoso seria um sentimento de vingança. A mulher responsabilizava a funcionária da instituição pela decisão judicial que retirou a guarda dos três filhos do casal. Conforme a Polícia Civil, a perda da guarda ocorreu após denúncias de maus-tratos, abandono intelectual e negligência, incluindo falta de alimentação adequada, ausência de frequência escolar e outras violações aos direitos das crianças.
A servidora ameaçada está grávida. Para preservar a identidade do adolescente e da vítima, os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.
Além da mulher presa, o marido dela também é investigado por suspeita de participação na tentativa de homicídio. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que continua reunindo provas para concluir o inquérito.








