Da Redação

O Republicanos negou que tenha fechado qualquer acordo para apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. Em nota oficial, a legenda afirmou que ainda não definiu seu posicionamento para a corrida ao Palácio do Planalto e que qualquer decisão será tomada apenas no período das convenções partidárias.

O partido também desmentiu rumores de que estaria negociando apoio político em troca da indicação do presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira (SP), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o Republicanos, não houve qualquer tratativa nesse sentido, e as informações divulgadas não correspondem à realidade.

Marcos Pereira afirmou que mantém diálogo com lideranças de diferentes partidos, mas ressaltou que isso não significa a existência de alianças eleitorais já definidas. De acordo com ele, a conversa mais recente com Flávio Bolsonaro ocorreu há algumas semanas e não resultou em qualquer compromisso político ou acordo para a formação de uma chapa presidencial.

A direção nacional do Republicanos destacou que o cenário eleitoral ainda está em fase inicial e que a prioridade da legenda é acompanhar a evolução das articulações políticas antes de anunciar qualquer posicionamento oficial. O partido pretende ouvir suas lideranças estaduais, parlamentares e demais dirigentes antes de tomar uma decisão sobre o pleito de 2026.

Nos bastidores, integrantes da sigla avaliam que a tendência é adotar uma postura de neutralidade durante a disputa presidencial, evitando antecipar apoio a qualquer pré-candidato. A estratégia busca preservar a autonomia do partido e ampliar as possibilidades de alianças nos estados, onde o cenário político costuma variar de acordo com as realidades locais.

O Republicanos é considerado uma das legendas mais influentes do Congresso Nacional, com representação expressiva na Câmara dos Deputados, no Senado e em governos estaduais. Por isso, a definição sobre um eventual apoio na eleição presidencial é vista como estratégica e deve ter impacto nas negociações entre os principais grupos políticos do país.

Embora as especulações sobre uma aproximação com o PL tenham ganhado força nos últimos dias, o partido reafirmou que ainda não há qualquer compromisso firmado e que todas as decisões serão tomadas de forma coletiva, respeitando os procedimentos internos da legenda e o calendário eleitoral.