Da Redação

A deputada federal e presidente do PT em Goiás, Adriana Accorsi, afirmou neste sábado (11) que foi alvo de episódios de misoginia dentro do próprio partido durante as articulações para as eleições de 2026. Segundo a parlamentar, um grupo de integrantes da legenda tentou convencê-la a desistir da candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados, em meio às discussões sobre a formação da chapa petista no estado.

As declarações foram feitas durante um evento voltado à participação feminina na política, realizado em Goiânia. Na ocasião, Adriana relatou que enfrentou resistência de correligionários que defendiam sua saída da disputa proporcional para que ela concorresse a outro cargo nas eleições do próximo ano.

A deputada afirmou que houve uma tentativa de retirá-la da chapa destinada aos candidatos à Câmara Federal e classificou a movimentação como reflexo da dificuldade de parte da classe política em aceitar o protagonismo feminino. Segundo ela, esse comportamento evidencia práticas misóginas ainda presentes nos espaços de decisão partidária.

De acordo com Adriana Accorsi, sua decisão de buscar um novo mandato na Câmara dos Deputados já havia sido comunicada ao partido e permanece inalterada. A parlamentar ressaltou que não pretende disputar o Governo de Goiás nem outro cargo majoritário em 2026, reafirmando que seu foco é a reeleição.

A petista também afirmou que o respeito às decisões das mulheres deve prevalecer nas definições partidárias. Para ela, nenhuma liderança deve ser pressionada a mudar seus planos eleitorais por interesses internos ou conveniências políticas.

Nos últimos meses, o nome de Adriana Accorsi chegou a ser cogitado por setores do PT como alternativa para disputar o Palácio das Esmeraldas. No entanto, ela reiterou que nunca demonstrou interesse em participar da corrida pelo governo estadual e que continuará concentrando sua atuação no Congresso Nacional.

Durante o evento, a deputada defendeu uma participação mais ampla das mulheres nos espaços de poder e afirmou que casos de preconceito de gênero ainda representam um desafio dentro dos partidos políticos. Ela destacou que a presença feminina nas instâncias de decisão fortalece a democracia e amplia a representatividade.

As declarações ocorrem em meio às articulações do PT para a montagem das chapas que disputarão as eleições de 2026 em Goiás. Enquanto a legenda busca consolidar candidaturas para os cargos majoritários e proporcionais, as discussões internas seguem mobilizando lideranças estaduais e nacionais.

Até o momento, dirigentes do PT citados nas declarações da parlamentar não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações de misoginia feitas por Adriana Accorsi.