Da Redação

Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, suspeito de aplicar golpes contra aproximadamente 40 clientes, causando um prejuízo estimado em R$ 700 mil. A prisão foi realizada pela Polícia Civil durante o cumprimento de mandado expedido pela Justiça, após investigações que apontaram um esquema de fraude envolvendo promessas de redução de parcelas de financiamentos e quitação de dívidas.  

De acordo com a Polícia Civil, o investigado oferecia serviços jurídicos a consumidores que buscavam renegociar contratos de financiamento de veículos e outros débitos. Após firmar contratos e receber pagamentos pelos serviços, ele prometia ingressar com ações judiciais ou realizar negociações com instituições financeiras para reduzir os valores das parcelas ou quitar as dívidas.

No entanto, as investigações apontam que, em diversos casos, os serviços prometidos não eram executados. Mesmo assim, os clientes continuavam realizando pagamentos ao advogado, acreditando que seus processos estavam em andamento.  

Segundo a apuração policial, cerca de 40 pessoas registraram denúncias contra o profissional. O prejuízo total estimado ultrapassa R$ 700 mil, valor que pode aumentar à medida que novas vítimas procurem as autoridades.

A Polícia Civil informou que a investigação reuniu documentos, contratos, comprovantes de pagamento e depoimentos de vítimas, elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva. A medida foi autorizada para evitar que novos golpes fossem praticados e garantir o andamento das investigações.  

Além da prisão, os policiais também apuram a existência de outros possíveis crimes relacionados ao caso, como estelionato e apropriação indevida de valores. O inquérito continua em andamento para identificar todas as vítimas e verificar se outras pessoas participaram do esquema.

A Polícia Civil orienta que consumidores que acreditam ter sido lesados pelo advogado procurem a delegacia responsável pelo caso para registrar ocorrência e apresentar documentos que possam auxiliar nas investigações.

O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sendo apurado pelas autoridades.