Da Redação

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu a criação de uma legislação para punir quem atentar contra a economia brasileira e fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma sabatina realizada na terça-feira (7).

As declarações ocorreram após Caiado comentar a atuação do parlamentar nas discussões envolvendo a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para o pré-candidato, qualquer articulação política que resulte em prejuízos à economia nacional é “inaceitável”.

O episódio citado por Caiado faz referência ao encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em maio. Dias depois da reunião, o governo norte-americano anunciou a aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros.

Questionado se a conduta do senador poderia ser considerada uma traição à pátria, Caiado evitou utilizar essa expressão, mas afirmou que houve uma conspiração contra a economia do país. Segundo ele, democracias possuem mecanismos legais para punir esse tipo de prática e o Brasil deveria adotar uma legislação semelhante.

“Isso existe em todos os países democráticos. Isso é conspirar contra a economia do país”, afirmou.

Durante a sabatina, o mediador lembrou que o Código Penal brasileiro não prevê um crime específico de traição à pátria para situações como essa. Atualmente, esse tipo de conduta está previsto apenas no Código Penal Militar e em circunstâncias de guerra. Em resposta, Caiado afirmou que, se eleito presidente, enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para tipificar esse tipo de crime.

O pré-candidato também voltou a destacar a segurança pública como uma das principais marcas de sua gestão em Goiás. Segundo ele, o fortalecimento das forças policiais permitiu reduzir a atuação das organizações criminosas no estado.

Caiado afirmou que o combate às facções deve ocorrer com firmeza e descartou qualquer possibilidade de negociação com grupos criminosos. Para ele, garantir segurança é a principal política social que um governo pode oferecer à população.

Ao abordar a área econômica, o ex-governador defendeu a responsabilidade fiscal como condição para ampliar investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Ele afirmou que o equilíbrio das contas públicas e o combate à corrupção foram fundamentais para reorganizar as finanças de Goiás durante sua administração.

Na reta final da entrevista, Caiado voltou a defender sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e disse que pretende apresentar uma alternativa à polarização política. Segundo ele, a população espera soluções para problemas como inflação, geração de empregos, saúde e segurança, e não disputas ideológicas.