Da Redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a ganhar força nas redes sociais depois da divulgação de vídeos em que criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com levantamento da Ativaweb DataLab, os conteúdos somaram mais de 32 milhões de visualizações e interromperam um período de queda no número de seguidores da ex-primeira-dama.
Segundo a empresa de monitoramento digital, Michelle vinha registrando perda contínua de seguidores nos últimos dois meses, acumulando uma redução superior a 50 mil perfis. A publicação dos vídeos, no entanto, reverteu essa tendência e ampliou significativamente o alcance de suas redes sociais.
Vídeos expuseram crise na família Bolsonaro
A repercussão começou após Michelle publicar gravações nas quais afirmou ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio Bolsonaro durante uma conversa telefônica. Ela classificou o episódio como uma “punhalada” e afirmou que integrantes do grupo político ligado ao senador a trataram “como idiota” durante discussões envolvendo alianças eleitorais no Ceará.
As declarações tornaram pública uma divergência dentro da família Bolsonaro e do próprio campo político da direita, gerando ampla repercussão entre apoiadores e adversários nas redes sociais.
Alcance foi além dos apoiadores
O estudo aponta que, nas primeiras horas após a publicação, o conteúdo foi impulsionado principalmente por apoiadores da ex-primeira-dama. Com o avanço da repercussão, entretanto, os vídeos passaram a circular também entre usuários de outros grupos políticos, ampliando o alcance das publicações para além da base bolsonarista.
Mesmo com o aumento da exposição, a pesquisa indica que o crescimento da audiência veio acompanhado de uma redução proporcional no índice de apoio entre o público geral, reflexo da ampliação do debate para perfis fora de sua base tradicional.
Michelle afirma que não há rompimento
Após a repercussão dos vídeos, Michelle voltou às redes sociais para afirmar que não existe uma disputa pessoal com Flávio Bolsonaro. Em nova manifestação, disse que “não há briga” e que também “não há raiva de ninguém”, buscando minimizar a dimensão do conflito familiar e político.
Apesar da tentativa de pacificação, analistas avaliam que o episódio evidenciou divergências internas no grupo bolsonarista em um momento importante da disputa eleitoral de 2026, especialmente diante dos desafios enfrentados pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.




