Da Redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta segunda-feira (23) no âmbito de uma investigação que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. O armamento foi encontrado durante uma blitz de trânsito realizada em Taguatinga e estava em posse de um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
De acordo com informações da investigação, policiais civis foram até a residência de Bolsonaro, em Brasília, para realizar a oitiva. A equipe permaneceu no local por cerca de 40 minutos, e o depoimento foi acompanhado pelos advogados do ex-presidente.
A defesa afirmou que a pistola havia sido encaminhada para reparos após a identificação de uma falha mecânica. Segundo os advogados, o militar que transportava a arma estava levando o equipamento de volta à residência de Bolsonaro quando ocorreu a abordagem policial. Eles sustentam ainda que o armamento está regularmente registrado e que não houve qualquer intenção de descumprir determinações legais.
Em nota divulgada após o depoimento, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que Bolsonaro confirmou ter solicitado ajuda para o conserto da arma e reiterou que a situação não possui relevância penal. A defesa também argumenta que o ex-presidente já havia prestado esclarecimentos por escrito ao ministro Alexandre de Moraes nos dias anteriores.
O caso ganhou repercussão porque ocorre próximo ao término do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes deverá analisar se a medida será mantida, e os desdobramentos da investigação sobre a arma podem ser considerados na avaliação.
A apreensão ocorreu em 15 de junho, quando policiais militares encontraram a pistola durante uma blitz. O armamento estava em um veículo oficial do GSI conduzido por um militar do Exército. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do transporte da arma e eventuais responsabilidades relacionadas ao episódio.




