Da Redação

O deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu publicamente o nome da deputada federal Júlia Zanatta como possível candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026.

A manifestação ocorre em meio às movimentações do campo conservador para definir a composição que disputará o Palácio do Planalto. Flávio Bolsonaro vem sendo tratado por aliados como o principal representante do grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece inelegível e não poderá concorrer ao cargo.

Zanatta é vista como nome capaz de ampliar alcance da chapa

Segundo Eduardo Bolsonaro, Júlia Zanatta reúne características que poderiam fortalecer uma eventual candidatura presidencial de Flávio. A parlamentar catarinense ganhou projeção nacional nos últimos anos ao defender pautas conservadoras ligadas à segurança pública, liberdade de expressão e costumes, tornando-se uma das principais vozes femininas da direita no Congresso Nacional.

Nos bastidores, aliados avaliam que a presença de uma mulher na chapa poderia ajudar a ampliar o diálogo com segmentos do eleitorado nos quais o bolsonarismo tradicionalmente encontra maior resistência. Além disso, Zanatta possui forte presença nas redes sociais e boa interlocução com a base conservadora, fatores considerados estratégicos para uma campanha nacional.

Direita busca consolidar palanque para disputa presidencial

A discussão sobre o nome do vice integra uma série de articulações realizadas pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde que Flávio Bolsonaro passou a ser apontado como potencial candidato ao Planalto, diferentes lideranças vêm sendo cogitadas para compor a chapa, incluindo representantes do agronegócio, do segmento evangélico e de grupos conservadores regionais.

Embora ainda não exista definição oficial, o debate demonstra que o entorno de Flávio já trabalha na construção de alianças para fortalecer sua candidatura. A escolha do vice é vista como etapa fundamental para ampliar apoios partidários e consolidar a estratégia eleitoral para outubro.

Flávio Bolsonaro segue como principal nome do grupo bolsonarista

Após receber o apoio público de Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República, Flávio intensificou agendas políticas, encontros com lideranças e articulações em diferentes estados. O senador busca construir uma imagem de maior moderação em comparação ao perfil adotado pelo pai durante seu período à frente do governo federal.

Nos últimos meses, ele também ampliou o diálogo com empresários, representantes do mercado financeiro e lideranças partidárias, numa tentativa de ampliar sua base de apoio além do eleitorado bolsonarista tradicional.

Definição ainda depende de acordos políticos

Apesar da defesa feita por Eduardo Bolsonaro, a eventual indicação de Júlia Zanatta ainda depende de negociações internas e da construção de alianças partidárias. A escolha do vice costuma levar em consideração fatores como tempo de televisão, capilaridade regional, capacidade de atrair novos eleitores e equilíbrio político dentro da coligação.

Com mais de três meses de pré-campanha pela frente, o grupo conservador deverá continuar avaliando diferentes cenários antes de oficializar a composição da chapa. Enquanto isso, o nome de Júlia Zanatta passa a figurar entre os mais comentados entre aliados do bolsonarismo para ocupar a vaga de vice-presidente ao lado de Flávio Bolsonaro.