Da Redação

A volta da seleção escocesa à Copa do Mundo após quase três décadas está sendo tratada como um verdadeiro evento nacional. Em meio à expectativa pela estreia no torneio, o governo decidiu transformar o dia seguinte ao primeiro jogo da equipe em feriado nacional, medida apoiada pelo rei e que simboliza a dimensão histórica do momento para o país.

A decisão acontece porque a Escócia disputará sua primeira Copa desde 1998, encerrando um jejum de 28 anos fora do principal torneio do futebol mundial. O retorno mobilizou torcedores, autoridades e até setores econômicos, diante da expectativa de forte impacto social e turístico durante o Mundial.

A estreia dos escoceses será contra o Haiti, confronto considerado decisivo para as pretensões da equipe na fase de grupos. O país europeu ainda terá pela frente partidas contra Marrocos e Brasil, adversários vistos como desafios mais complexos. Especialistas locais apontam que conquistar pontos logo na abertura será essencial para manter vivo o sonho da classificação.

O clima de empolgação também se explica pelo peso da campanha classificatória. A vaga foi conquistada após uma trajetória dramática nas eliminatórias, marcada por jogos decisivos e grande mobilização nacional. O retorno ao Mundial reacendeu o entusiasmo da torcida escocesa, conhecida por transformar grandes competições em enormes festas populares.

Além da expectativa dentro de campo, a participação escocesa também chama atenção pelas mudanças fora dele. A delegação decidiu abandonar temporariamente algumas tradições, como viajar usando o tradicional kilt, optando por roupas mais práticas durante o deslocamento até os Estados Unidos, um sinal de adaptação à logística da competição.

Agora, entre celebrações oficiais, feriado nacional e a esperança de uma campanha histórica, a Escócia chega à Copa tentando escrever um novo capítulo após quase três décadas distante do maior palco do futebol.