Da Redação

A Justiça de Goiás determinou a prisão preventiva de nove pessoas denunciadas por participação em um ataque envolvendo torcidas organizadas ocorrido na Região Metropolitana de Goiânia. Os investigados são acusados de envolvimento em uma emboscada que terminou com a morte de um torcedor e deixou outras três pessoas feridas. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi aceita pela Justiça e o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. 

De acordo com a decisão assinada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, os acusados responderão por homicídio qualificado consumado e três tentativas de homicídio qualificado. O magistrado considerou que existem indícios suficientes de autoria, além de elementos que justificam a manutenção das prisões para garantia da ordem pública. 

As investigações apontam que o grupo teria planejado previamente o ataque motivado pela rivalidade entre integrantes de torcidas organizadas rivais. Segundo a denúncia, os envolvidos utilizaram armas de fogo, facas e objetos contundentes durante a ação, realizada em via pública, colocando também outras pessoas em risco. A decisão judicial descreve o episódio como uma ação coordenada e premeditada. 

Entre os elementos considerados pela Justiça estão imagens, reconhecimento feito por sobreviventes, monitoramento eletrônico e apreensões realizadas durante a investigação. Um dos denunciados teria sido preso com a arma apontada como utilizada no crime, enquanto outros foram identificados por vídeos e dados de localização. 

Na avaliação do magistrado, medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade dos fatos e do risco de novos episódios violentos. Por isso, além de converter algumas prisões temporárias em preventivas, a Justiça também determinou novos mandados de prisão contra investigados que ainda não estavam nessa condição. 

Advogados que representam parte dos denunciados afirmaram ter recebido a decisão com surpresa e argumentam que existem fragilidades na individualização das condutas atribuídas a alguns investigados. Outras defesas citadas no processo ainda não haviam se manifestado até a publicação da decisão. O processo continua tramitando no Judiciário goiano.