Da Redação
Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria aconselhado o banqueiro Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual durante uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. A informação foi divulgada inicialmente pelos jornalistas Fabio Serapião e Natália Portinari, do portal UOL.
Segundo as apurações, Lula teria sugerido que Vorcaro mantivesse o controle da instituição financeira e evitasse negociar o banco por um valor considerado baixo. Na época, o Banco Master enfrentava dificuldades financeiras e buscava alternativas para evitar um colapso.
As investigações da Polícia Federal revelaram que, antes da tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB), havia um plano alternativo envolvendo o BTG Pactual e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta previa uma possível reestruturação da instituição financeira, com transferência de parte dos ativos do Master para uma nova estrutura administrada pelo BTG.
Daniel Vorcaro é apontado como peça central do chamado “Caso Master”, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e relações do banqueiro com integrantes do meio político e empresarial brasileiro. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, após o agravamento da crise financeira da instituição.
O escândalo ganhou novos desdobramentos nas últimas semanas após o surgimento de denúncias envolvendo políticos ligados tanto ao governo quanto à oposição. O nome do senador Flávio Bolsonaro apareceu nas investigações depois da divulgação de mensagens relacionadas a pedidos de financiamento para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o momento, não há informações de que Lula seja investigado formalmente no caso. A reunião entre o presidente e Vorcaro passou a integrar o material analisado pela PF por causa das negociações envolvendo o futuro do Banco Master e das movimentações políticas ligadas ao banqueiro.





