Da Redação
Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) aponta que o novo acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia pode gerar um crescimento de até US$ 218 milhões nas exportações goianas nos próximos anos. A projeção também prevê impacto positivo na geração de empregos e no fortalecimento da indústria local.
Segundo o levantamento elaborado pela Gerência de Desenvolvimento Industrial da Fieg, Goiás deve ser beneficiado principalmente pela redução gradual de tarifas comerciais para produtos exportados ao mercado europeu. Atualmente, itens como soja, cobre, minério de ferro e carne bovina lideram a pauta de exportações do estado para a União Europeia.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em maio deste ano, encerrando um processo de negociações que durou cerca de 25 anos. O tratado envolve os países do Mercosul e os membros da União Europeia, formando uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, com mercado estimado em cerca de 720 milhões de consumidores e PIB conjunto superior a US$ 22 trilhões.
De acordo com os dados apresentados pela Fieg, Goiás exportou aproximadamente US$ 1,68 bilhão para a União Europeia somente em 2025. A expectativa é de que, com a implementação completa das concessões tarifárias até 2036, os dez principais produtos goianos contemplados pelo acordo tenham crescimento expressivo nas vendas externas.
Entre os setores considerados mais beneficiados estão os de carnes bovina e de frango, couro, açúcar, gelatinas, produtos químicos, metalurgia e alimentos processados. O estudo estima, por exemplo, que apenas as exportações de carne bovina congelada podem aumentar em quase US$ 39 milhões por ano.
Outro ponto destacado é a competitividade da indústria brasileira no mercado europeu. O tratado eliminou de forma imediata tarifas para cerca de 2,9 mil produtos brasileiros, sendo a maior parte deles ligada ao setor industrial. A medida reduz custos comerciais e amplia o acesso de empresas brasileiras ao bloco europeu.
Além dos impactos regionais, o acordo também deve refletir na economia nacional. Projeções do governo federal indicam crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro, aumento nos investimentos estrangeiros e expansão das exportações do país para a Europa nos próximos anos.





