Walison Veríssimo

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, afirmou que chegou a ser procurado pelo ex-governador Ronaldo Caiado e pelo governador Daniel Vilela para integrar uma possível chapa ao Governo de Goiás em 2026. Apesar das conversas, o deputado estadual garantiu que não pretende disputar a vice-governadoria e reforçou que seu foco está em uma candidatura à Câmara Federal.

Em entrevista ao Jornal Opção, Bruno explicou que a escolha do futuro vice de Daniel Vilela deve ocorrer com base em critérios estratégicos e eleitorais, e não apenas por articulações políticas internas. Segundo ele, pesquisas qualitativas e quantitativas precisam orientar a definição do nome que representará a composição governista nas eleições estaduais.

Mesmo descartando a possibilidade de compor a chapa, o presidente da Alego mencionou nomes que considera competitivos para a vaga. Entre os citados estão o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha, o ex-senador Luiz do Carmo, o ex-deputado federal José Mário Schreiner, o secretário estadual Adriano da Rocha Lima, além dos ex-prefeitos Adib Elias e Paulo do Vale.

Ao comentar os possíveis perfis, Bruno destacou características que, na avaliação dele, podem fortalecer a chapa governista. Gustavo Mendanha aparece como liderança com forte influência na Região Metropolitana; Luiz do Carmo representa o segmento evangélico; José Mário Schreiner é ligado ao agronegócio; e Adriano da Rocha Lima simboliza o perfil técnico e administrativo do atual governo.

Outro nome lembrado pelo deputado foi o do ex-ministro Alexandre Baldy. Bruno afirmou que o aliado reúne condições políticas para disputar tanto a vice-governadoria quanto uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores políticos, Bruno Peixoto vinha sendo apontado como um dos favoritos para a composição ao lado de Daniel Vilela, principalmente pelo peso político conquistado nos últimos anos. Reeleito em 2022 como o deputado estadual mais votado da história de Goiás, com mais de 73 mil votos, ele ampliou sua influência dentro da base governista e passou a ser tratado como uma das principais lideranças do grupo ligado a Ronaldo Caiado.

Apesar das especulações, Bruno voltou a afirmar que pretende atuar diretamente na campanha de Daniel Vilela, mesmo sem integrar a chapa majoritária. Segundo ele, o objetivo é trabalhar pela continuidade do atual projeto político no estado e fortalecer a base governista para a disputa de 2026.