Da Redação
O funkeiro MC Ryan SP falou publicamente pela primeira vez depois de deixar a prisão preventiva e se emocionou ao comentar as acusações de envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, o artista afirmou que está sendo injustamente associado ao crime por conta da fama.
Durante a conversa com o jornalista Roberto Cabrini, MC Ryan SP disse que passou a enfrentar olhares de desconfiança desde que o caso ganhou repercussão nacional. Segundo ele, a situação afetou diretamente sua vida pessoal e sua imagem pública.
“Eu não sou bandido, não sou criminoso”, declarou o cantor, chorando ao negar qualquer relação com organizações criminosas ou facções. O artista também afirmou que jamais participou de operações de lavagem de dinheiro para grupos como PCC ou Comando Vermelho.
A investigação da Polícia Federal apura movimentações financeiras suspeitas envolvendo empresas do ramo musical, plataformas de apostas esportivas on-line e possíveis esquemas de ocultação de patrimônio. O nome do funkeiro apareceu no inquérito por conta de contratos publicitários relacionados a casas de apostas.
Na entrevista, MC Ryan SP admitiu ter feito divulgação de plataformas de apostas, mas garantiu que atuava apenas como garoto-propaganda, sem qualquer participação na administração financeira das empresas. Segundo ele, os valores recebidos foram legais e declarados.
O cantor também afirmou acreditar que sua exposição na mídia contribuiu para que se tornasse alvo das investigações. “Estou sendo acusado porque sou uma pessoa conhecida”, disse.
Ao comentar o período em que esteve preso, o funkeiro afirmou que a experiência o fez refletir sobre liberdade, família e o tempo ao lado da esposa e da filha. Ele contou que passou a valorizar ainda mais a convivência com as pessoas próximas após deixar a cadeia.
A prisão preventiva de MC Ryan SP foi revogada pela Justiça Federal na última semana. A decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região estendeu ao cantor os efeitos de um habeas corpus concedido anteriormente ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como Rato, ligado à gravadora Love Funk.





