A REDAÇÃO
O ator Juliano Cazarré negou ter qualquer ligação com o movimento red pill durante participação em um debate exibido pela GloboNews nesta terça-feira (12). A conversa abordou o papel do homem na sociedade contemporânea e contou também com a participação da psicanalista Vera Iaconelli e do jornalista Ismael dos Anjos.
Durante o programa, Cazarré afirmou que não se identifica com os princípios associados à cultura red pill. Segundo o ator, sua trajetória pessoal e familiar vai na direção oposta do discurso frequentemente ligado ao movimento. “Para um red pill, eu sou o ser mais abjeto do mundo: sou casado, tenho seis filhos e, quando eu conheci a minha mulher, ela estava grávida do meu primeiro. Adotei um filho que não era meu. Eu não poderia ser mais anti-red pill do que eu sou”, declarou.
O ator também comentou as críticas recebidas após o lançamento de encontros voltados exclusivamente para homens. De acordo com ele, a proposta busca promover discussões relacionadas à responsabilidade, espiritualidade, família e amadurecimento masculino. Cazarré afirmou ainda que os encontros não têm como foco discursos de superioridade masculina ou alinhamentos ideológicos ligados ao movimento red pill.
Ao longo do debate, o ator falou sobre violência no Brasil e afirmou que homens também estão entre as principais vítimas da criminalidade no país. Em outro momento, defendeu uma visão de masculinidade associada à sensibilidade emocional e ao cuidado familiar. “Estou reafirmando a minha masculinidade, sou esse cara de bigode, de 100 kg, e escuto vocês, sou delicado, cuido das minhas filhas. Consumo arte, choro com coisas bonitas, falo sobre os meus sentimentos”, disse.
A participação de Cazarré ocorre em meio à repercussão nas redes sociais envolvendo os encontros promovidos pelo ator, que geraram debates sobre masculinidade, papéis de gênero e os discursos associados a grupos masculinos contemporâneos.




