Da Redação

Uma articulação fora dos canais tradicionais da diplomacia brasileira ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a viabilizar sua visita à Casa Branca na última semana. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Lula conversou diretamente com Donald Trump usando o celular do empresário goiano Joesley Batista, um dos donos da JBS.

O episódio aconteceu antes da viagem oficial do presidente brasileiro aos Estados Unidos. Lula teria relatado a Joesley a dificuldade enfrentada pelo governo brasileiro para conseguir espaço na agenda do presidente norte-americano. Diante da situação, o empresário perguntou se poderia ligar diretamente para Trump naquele momento.

Com autorização do presidente brasileiro, Joesley buscou o próprio aparelho celular e realizou a chamada diante de Lula, no Palácio da Alvorada. Segundo os relatos publicados, Trump atendeu rapidamente e a conversa ocorreu de maneira descontraída, sem participação do chanceler Mauro Vieira nem de integrantes da equipe diplomática do governo.

Ainda conforme as informações divulgadas, o contato teria sido decisivo para liberar a agenda do encontro entre os dois chefes de Estado, realizado na Casa Branca na quinta-feira, 7 de maio. Ao fim da ligação, Trump teria encerrado a conversa com a frase “I love you” dirigida a Lula.

O telefonema não apareceu nas agendas oficiais da Presidência da República nem da Casa Branca. Procurados pela imprensa, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não comentaram o caso.

Natural de Formosa, em Goiás, Joesley Batista é um dos empresários mais influentes do país e possui forte atuação nos Estados Unidos por meio da Pilgrim’s Pride, subsidiária da JBS no mercado americano. A empresa foi uma das principais doadoras corporativas da cerimônia de posse de Trump, o que teria aproximado o empresário do presidente norte-americano.

A reunião entre Lula e Trump vinha sendo negociada desde o fim de 2025, após conversas sobre tarifas comerciais, relações econômicas e cooperação internacional. O encontro nos EUA durou mais de três horas e incluiu almoço entre as delegações dos dois países.