Da Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, tomará posse nesta terça-feira, 12 de maio, como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, em uma cerimônia que já provoca forte repercussão em Brasília. O motivo é o convite enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro para participar da solenidade, mesmo diante da atual situação jurídica do líder conservador.

Indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, Nunes Marques assume a presidência da Corte Eleitoral após a saída da ministra Cármen Lúcia. Ao lado dele, o ministro André Mendonça ocupará a vice-presidência do tribunal, formando uma composição inédita com dois magistrados nomeados pelo ex-presidente.

O convite enviado a Bolsonaro foi tratado nos bastidores como um gesto protocolar, já que o TSE costuma incluir presidentes e ex-presidentes da República em cerimônias oficiais. Além do ex-chefe do Executivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi chamado para o evento.

Apesar disso, a presença de Bolsonaro ainda depende de autorização judicial. Atualmente em prisão domiciliar, o ex-presidente precisaria obter aval do Supremo Tribunal Federal para comparecer à cerimônia em Brasília.

A chegada de Nunes Marques ao comando do TSE acontece em um momento considerado estratégico para a política nacional. Caberá à nova gestão conduzir os preparativos para as eleições de 2026, incluindo ações de combate à desinformação, uso irregular de inteligência artificial e fiscalização do processo eleitoral.

Nos bastidores políticos, o convite a Bolsonaro foi interpretado por aliados do ex-presidente como um sinal de aproximação institucional, especialmente após episódios de tensão envolvendo integrantes do Judiciário e o núcleo bolsonarista nos últimos anos.