Walison Veríssimo

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, decidiu não entrar na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Mesmo após receber um convite do PSDB para representar o partido na disputa presidencial, o político afirmou que deve concentrar seus esforços em uma candidatura ao governo cearense.

A sinalização foi feita durante participação no Fórum Otimista Brasil 2026, realizado em São Paulo. Segundo Ciro, a vontade de oferecer uma alternativa à polarização nacional ainda existe, mas o cenário político local acabou pesando mais em sua decisão.

O convite para a candidatura presidencial havia sido articulado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que defendia o nome de Ciro como uma opção de “centro democrático” para as eleições. O tucano vinha tentando fortalecer a presença nacional da legenda após o retorno de Ciro ao partido.

Com a recusa, o foco do ex-ministro passa a ser o Ceará, estado que já governou entre 1991 e 1994. A expectativa é que o anúncio oficial de sua candidatura estadual aconteça nos próximos dias, durante um evento organizado por aliados políticos em Fortaleza.

A movimentação também altera o cenário eleitoral nacional. Internamente, integrantes do PSDB avaliavam que uma candidatura de Ciro poderia reposicionar o partido na disputa presidencial e atrair eleitores insatisfeitos tanto com o grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto com a direita bolsonarista.

Nas redes sociais e fóruns políticos, a decisão repercutiu de forma intensa. Parte dos comentários destacou o enfraquecimento histórico do PSDB no cenário nacional, enquanto outros avaliaram que Ciro teria mais chances eleitorais em uma disputa regional no Ceará do que em uma nova tentativa presidencial.