Da Redação

Uma discussão acalorada entre os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL, terminou em tumulto e forçou o encerramento da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta quinta-feira (7). O confronto verbal aconteceu no plenário Iris Rezende e mobilizou a Polícia Legislativa para evitar que a situação evoluísse para agressões físicas.

A sessão durou cerca de meia hora e foi marcada por ataques pessoais entre os parlamentares. Durante o embate, Major Araújo chamou Amauri Ribeiro de “direita trans” e comparou o colega à ex-deputada Joice Hasselmann, sugerindo que ele estaria agindo contra integrantes do próprio partido. Em resposta, Amauri rebateu chamando o deputado de “soldadinho de brinquedo”.

O clima já vinha tenso desde a sessão do dia anterior, quando Amauri criticou publicamente o senador Wilder Morais, presidente do PL em Goiás, por não participar da votação sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Major Araújo saiu em defesa do senador e o desentendimento ganhou novos capítulos nesta quinta-feira.

Na tribuna, Major Araújo também insinuou que Amauri teria proximidade política com o governador Ronaldo Caiado por conta de familiares ligados ao governo estadual. A fala irritou Amauri, que interrompeu o colega em meio à sessão, iniciando uma sequência de insultos e ameaças.

Segundo relatos de bastidores, os dois parlamentares chegaram a trocar ameaças de morte durante a discussão. A presidência da Casa decidiu interromper imediatamente os trabalhos, enquanto policiais legislativos conduziram os deputados por saídas diferentes do plenário para evitar novo confronto.

Essa não foi a primeira vez que Major Araújo e Amauri Ribeiro protagonizaram embates na Alego. Em 2021, os dois já haviam causado o encerramento de uma sessão após troca intensa de ofensas quando ainda estavam em partidos diferentes.