Da Redação

Um levantamento recente da Quaest aponta que Goiás é o estado com a avaliação mais negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os dez analisados. Os dados revelam um cenário de forte desgaste da gestão federal na região.

De acordo com a pesquisa, 49% dos eleitores goianos classificam o governo como negativo, o maior índice registrado no estudo. Em contrapartida, apenas 23% avaliam a administração como positiva, enquanto 25% consideram regular.


Desaprovação também é maioria no estado

Além da avaliação qualitativa, o levantamento mostra que a rejeição ao governo supera com folga a aprovação em Goiás. Cerca de 61% dos entrevistados desaprovam a gestão federal, contra 37% que aprovam, gerando um saldo negativo expressivo.

Esse resultado coloca o estado entre os mais críticos ao governo, ao lado de unidades como Paraná e São Paulo, onde os índices de desaprovação também são elevados.


Comparação com outras regiões

O estudo evidencia uma divisão regional no país. Enquanto Goiás e outros estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste apresentam maior resistência ao governo, o Nordeste segue como principal base de apoio.

Estados como Pernambuco, Bahia e Ceará registram os melhores índices de aprovação, com maioria da população avaliando positivamente a gestão federal.


Cenário nacional

Na média dos dez estados pesquisados, que representam cerca de 75% do eleitorado brasileiro, os números indicam um equilíbrio desfavorável ao governo. A desaprovação supera a aprovação em parte significativa das regiões analisadas.

No recorte geral, a avaliação negativa e regular somadas representam a maior fatia das opiniões, mostrando um momento de oscilação na percepção do governo entre os brasileiros.


Como foi feita a pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 28 de abril, com mais de 11 mil entrevistas em dez estados brasileiros. A margem de erro varia entre dois e três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


Leitura dos dados

Os números reforçam o desafio do governo em regiões fora do Nordeste, especialmente em estados como Goiás, onde a rejeição atinge níveis mais altos. Ao mesmo tempo, evidenciam a manutenção de apoio em áreas onde o presidente historicamente apresenta maior força eleitoral.

O cenário desenhado pela pesquisa indica um país dividido na avaliação da gestão federal, com diferenças marcantes entre regiões e perfis de eleitores.