Da Redação

A Prefeitura de Goiânia deu um passo para reorganizar a forma como vítimas de violência são atendidas na capital. O prefeito Sandro Mabel oficializou a criação da Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, uma estrutura que busca integrar diferentes órgãos públicos em um único fluxo de atendimento.

A proposta central é simples, mas estratégica: acabar com a fragmentação dos serviços. Até então, o suporte às vítimas era realizado de forma isolada por áreas como saúde, educação, segurança pública e assistência social. Agora, a ideia é que todas essas frentes atuem de maneira coordenada, seguindo um protocolo unificado.

Integração para evitar que vítimas “se percam” no sistema

Durante o anúncio, o prefeito destacou que um dos principais problemas do modelo anterior era a falta de conexão entre os serviços. Segundo ele, embora existam diversas iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência, elas não funcionavam de forma sincronizada.

Com a nova rede, o objetivo é garantir que a vítima não precise peregrinar entre diferentes órgãos para conseguir atendimento. A integração deve permitir encaminhamentos mais rápidos e acompanhamento contínuo, reduzindo o risco de desassistência após o primeiro contato com o poder público.

Rede também reforça proteção às mulheres

Além da estrutura geral voltada a pessoas em situação de violência, a gestão municipal também anunciou a implementação de uma rede específica de proteção às mulheres. A iniciativa segue a lógica de articulação entre instituições, reunindo serviços especializados e ampliando o suporte a esse público.

Esse tipo de modelo já é adotado em políticas públicas no Brasil, reunindo áreas como justiça, saúde e assistência social para oferecer atendimento mais completo e humanizado às vítimas.

Novo modelo aposta em eficiência e continuidade do atendimento

A criação da rede representa uma tentativa de tornar o atendimento mais eficiente e menos burocrático. A expectativa é que, com a atuação conjunta entre diferentes setores, o município consiga oferecer respostas mais rápidas e efetivas, além de melhorar o acompanhamento dos casos.

Na prática, a mudança busca transformar um sistema antes disperso em uma estrutura integrada, onde o foco deixa de ser apenas o atendimento pontual e passa a ser o cuidado contínuo da vítima.