Da Redação
Um projeto que promete dar mais autonomia financeira às unidades de saúde de Goiânia avançou na Câmara Municipal e já está pronto para ser analisado em plenário. A proposta foi aprovada nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após ser incluída de última hora na pauta por articulação da base do prefeito.
A matéria cria o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), iniciativa do Executivo que busca descentralizar a gestão de recursos para despesas do dia a dia, como compra de insumos, pequenos reparos e manutenção de equipamentos. A ideia é reduzir a dependência de processos centralizados, que hoje passam pela Secretaria Municipal de Saúde e podem levar meses para serem concluídos.
Na prática, o programa pretende dar mais agilidade às unidades básicas, CAIS e demais estruturas, permitindo que gestores locais tenham acesso direto a parte do orçamento para resolver demandas urgentes sem enfrentar a burocracia tradicional. A prefeitura argumenta que o modelo atual gera atrasos frequentes, equipamentos parados e falta de materiais essenciais, prejudicando o atendimento à população.
Apesar do avanço, o projeto não passou sem críticas. Durante a discussão na CCJ, vereadores de diferentes espectros políticos reconheceram méritos na proposta, mas houve questionamentos sobre sua efetividade. O presidente da comissão, vereador Luan Alves, afirmou que a iniciativa não resolve os problemas estruturais da saúde pública da capital, defendendo que as unidades precisam de reformas mais amplas e de uma gestão mais eficiente.
A sessão que aprovou o texto foi conduzida pelo vice-presidente da comissão, já que o titular acompanhava os trabalhos à distância. A inclusão do projeto na pauta também gerou debate, mas a base governista afirmou que a tramitação seguiu o fluxo normal após a designação de relatoria.
Com o aval da CCJ, o projeto segue agora para a primeira votação no plenário da Câmara. A expectativa é que, se aprovado, o programa contribua para dar mais eficiência à gestão da saúde municipal, reduzindo entraves burocráticos e melhorando a resposta às necessidades mais imediatas das unidades.




