Da Redação
A morte do delegado Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, trouxe novos desdobramentos a um caso que já vinha chamando atenção desde o ano passado. O policial civil, ligado à Polícia Civil do Distrito Federal, foi encontrado sem vida dentro da residência onde morava, em Goiânia, na última sexta-feira (24).
De acordo com informações iniciais, ele estava afastado das funções havia meses por problemas psiquiátricos e respondia na Justiça por um episódio violento ocorrido em janeiro de 2025. Na ocasião, o delegado protagonizou uma sequência de ataques a tiros contra pessoas próximas, incluindo a própria esposa e outras duas mulheres.
O caso começou dentro de casa, quando ele disparou contra a companheira e uma funcionária da família. Ambas ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram após atendimento médico. Durante a mesma sequência de घटनas, o filho do casal, então com 7 anos, também foi atingido por estilhaços.
Na tentativa de socorrer a criança, o delegado a levou até uma unidade de saúde no Distrito Federal. No local, em meio a um momento de descontrole, ele acabou atirando também contra uma enfermeira que participava do atendimento. A profissional foi baleada, mas resistiu aos ferimentos.
Após os ataques, o policial foi preso em flagrante, mas posteriormente conseguiu autorização para responder ao processo em liberdade. Entre as medidas impostas pela Justiça estavam o uso de tornozeleira eletrônica e acompanhamento psiquiátrico contínuo. Foi nesse período que ele passou a residir em Goiânia.
Relatos de testemunhas à época indicavam que o delegado apresentava sinais claros de surto psicótico, com falas desconexas e comportamento desorientado durante os ataques. Ele já havia sido afastado das atividades policiais semanas antes do episódio por conta de transtornos mentais.
A morte, agora, ainda está sendo investigada. Informações preliminares apontam que o corpo foi encontrado dentro da casa e que a principal hipótese considerada pelas autoridades é de suicídio. Um detalhe que chamou atenção foi o fato de ele ter sido encontrado abraçado a uma fotografia da família.
O caso reacende discussões sobre saúde mental dentro das forças de segurança e sobre os mecanismos de acompanhamento de agentes afastados por transtornos psicológicos. Além disso, levanta questionamentos sobre os limites entre responsabilização criminal e tratamento médico em situações envolvendo surtos e episódios de violência.
Enquanto a investigação segue em andamento, a morte do delegado encerra — de forma trágica — um episódio que já havia causado forte repercussão e deixado marcas profundas nas vítimas e no meio policial.




