Da Redação
O perfil Choquei, um dos maiores do Brasil nas redes sociais, se manifestou publicamente pela primeira vez após a prisão de seu criador, Raphael Sousa Oliveira, detido pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de crimes financeiros.
A declaração surge em meio à forte repercussão do caso, que tomou conta das redes sociais e colocou o nome da página entre os assuntos mais comentados do país.
Defesa nega vínculo com organização criminosa
Na manifestação divulgada após dias de silêncio, o perfil afirma que não manteve qualquer relação com organização criminosa. Segundo o posicionamento, a atuação sempre esteve restrita à produção e divulgação de conteúdo digital, especialmente voltado ao entretenimento e notícias virais.
A nota reforça que eventuais publicidades ou parcerias comerciais feitas pela página seguem práticas comuns do mercado digital e não configuram participação em atividades ilegais.
A defesa do influenciador também sustenta essa versão, alegando que os valores recebidos por Raphael estariam ligados exclusivamente à prestação de serviços de publicidade, prática comum entre perfis de grande alcance nas redes sociais.
Entenda a prisão e a operação da PF
A prisão de Raphael ocorreu no dia 15 de abril, em Goiânia, durante a Operação Narco Fluxo, que investiga uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
De acordo com as investigações, o influenciador seria um “operador de mídia” dentro do esquema, utilizando o alcance da página para divulgar conteúdos, promover plataformas e ajudar na construção de imagem de integrantes do grupo.
Além dele, outros nomes conhecidos da internet e da música também foram alvos da operação, ampliando ainda mais o impacto do caso.
Alcance da Choquei amplia repercussão
Criada em 2014, a página Choquei se tornou um dos maiores perfis digitais do país, acumulando milhões de seguidores e grande influência na disseminação de notícias e conteúdos virais.
Esse alcance ajudou a impulsionar a repercussão da prisão. Um levantamento apontou que o caso gerou cerca de 2,8 milhões de interações nas redes sociais, com o tema figurando entre os mais comentados em plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram.
Prisão preventiva mantida pela Justiça
Após a detenção, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do influenciador, considerando a necessidade de aprofundamento das investigações e a preservação do andamento do processo.
As autoridades apontam que o caso ainda está em fase inicial, com diligências em andamento para esclarecer o grau de participação de cada investigado.
Caso segue em investigação
Enquanto a defesa insiste na ausência de vínculo com qualquer organização criminosa, a Polícia Federal continua reunindo provas para esclarecer a atuação dos envolvidos.
O episódio reacende discussões sobre o papel de grandes perfis digitais na circulação de informações e na promoção de conteúdos pagos, especialmente diante do impacto que essas plataformas têm na opinião pública.





