Da Redação
A produtora responsável pela cinebiografia “Dark Horse”, filme inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil de São Paulo. O foco das apurações está em possíveis irregularidades envolvendo contratos milionários ligados a uma ONG comandada pela mesma empresária que controla a produtora.
As autoridades solicitaram à Justiça acesso a dados financeiros sigilosos de Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment e presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). O pedido inclui relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para identificar movimentações consideradas suspeitas.
A investigação está relacionada a um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para instalação e manutenção de pontos de internet em comunidades da capital paulista. Os investigadores apuram possíveis fraudes licitatórias, execução irregular do contrato e eventual desvio de recursos públicos.
Além da análise financeira, investigadores também tentam entender se houve conexão entre recursos movimentados pela ONG e a produção do filme. Reportagens anteriores já apontavam questionamentos sobre o financiamento do longa, embora a responsável pela produção negue que “Dark Horse” tenha utilizado dinheiro público ou recursos de empresas brasileiras.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o filme, previsto para estrear em 2026, já vinha acumulando polêmicas antes mesmo do lançamento, incluindo denúncias envolvendo condições de trabalho durante as filmagens e questionamentos sobre a regularidade da produção no país.
“Dark Horse” retrata a ascensão política de Bolsonaro, concentrando parte da narrativa na campanha presidencial de 2018 e no atentado sofrido pelo então candidato durante aquele período. O longa tem como protagonista o ator Jim Caviezel e conta com roteiro assinado pelo deputado Mário Frias.







