Da Redação
O vereador por Goiânia Fabrício Rosa foi preso na manhã desta sexta-feira (17) durante uma manifestação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, no município de Santa Helena de Goiás. A detenção ocorreu em meio a um ato que reunia trabalhadores rurais e militantes sociais.
A mobilização fazia parte da chamada Jornada de Lutas e também tinha caráter simbólico, marcando os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, episódio em que 21 trabalhadores sem-terra foram mortos durante uma ação policial.
De acordo com informações iniciais, o parlamentar foi abordado por policiais militares enquanto acompanhava a manifestação. A justificativa apresentada pela corporação para a prisão foi o suposto crime de desacato.
Imagens registradas no local mostram o momento em que o vereador questiona a atuação da Polícia Militar, alegando que estava sendo impedido de circular por uma rodovia onde ocorria o protesto. Logo após as críticas, agentes informam que ele seria detido.
Em nota, a equipe de Fabrício Rosa contestou a versão policial e afirmou que a prisão ocorreu de forma arbitrária. Segundo a assessoria, o vereador apenas exercia sua função pública ao acompanhar o ato e denunciar o que considerou abuso de autoridade. O grupo também afirma que houve uso de força durante a abordagem e tentativa de apreensão do celular do parlamentar.
Ainda conforme a defesa, a ordem de prisão teria partido de um oficial identificado como comandante da 21ª Companhia da Polícia Militar. A assessoria sustenta que não houve qualquer atitude que justificasse a acusação de desacato e levanta questionamentos sobre a motivação da detenção.
O ato em Santa Helena também incluía reivindicações ligadas à reforma agrária. Manifestantes denunciaram dívidas de uma usina da região com a União e cobraram a destinação da área para assentamentos rurais.
Até a última atualização, a Polícia Militar de Goiás não havia apresentado um posicionamento detalhado sobre o caso. O vereador foi encaminhado para a delegacia da cidade, onde prestou depoimento.
A ocorrência repercutiu entre integrantes do Partido dos Trabalhadores, que afirmaram ter sido surpreendidos pela notícia e passaram a acompanhar a situação. O episódio deve ter desdobramentos políticos e jurídicos nos próximos dias.




