RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Alice Wegmann, 29, anda ansiosa para a estreia do remake de “Vale Tudo”, prevista para 31 de março. Não é para menos. Ela vai interpretar Solange Duprat, icônica personagem vivida por Lidia Brondi em 1988. Sobre a responsabilidade de ocupar um espaço tão forte na memória afetiva dos noveleiros, ela conta que a sua Solange tem “várias sutilezas” em relação à original.

Serão mantidas a cor do cabelo, a franja, os acessórios, o termo “chérie”, em francês, usado para falar com certa intimidade com pessoas mais próximas, a independência, e até a profissão na área da comunicação -se antes era jornalista de uma revista de moda, agora será criadora de conteúdo. Ela garante que a personagem será recriada. “Estou colocando a minha autenticidade, a minha marca”, afirma.

Solange, no remake, terá diabetes, problema ligado à taxa de açúcar no sangue que afeta 17 milhões de pessoas no Brasil. “A Manu (a autora Manuela Dias) quis trazer isso, e eu achei bem bacana, porque é uma coisa tão comum e a gente não fala muito, não vê na televisão. Humaniza ainda mais essa personagem. Ela vai usar insulina, canetinha… enfim, é naturalizar uma situação que acontece com milhões de pessoas.”

Alice conta à reportagem que assistiu à novela escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères e reconhece: tem muita vontade de encontrar Lidia Brondi, trocar algumas ideias. “Eu torço para que isso aconteça, mas não quero incomodar, não quero ser invasiva. Talvez eu tome coragem e tente chegar nela de alguma forma quando a novela estiver no ar.”

Além de “Vale Tudo”, Alice tem outro projeto profissional para 2025. “Vou lançar um livro. São textos soltos, reflexões, crônicas, coisas que escrevi há muito tempo e que agora fazem sentido para outras pessoas conhecerem esse meu lado.”