SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Reverenciada por suas grandes defesas nos Jogos de Paris, a goleira da seleção feminina de futebol, Lorena, 27, diz que não gostava de ficar no gol quando criança.

A descoberta da habilidade para a posição surgiu por acaso, depois que precisou fazer uma substituição e pegou o primeiro pênalti de sua vida em um jogo de bairro. “Acho que aqui é o meu lugar”, pensou.

Nascida e criada pelos avós em Ituverava, no interior paulista, Lorena conquistou todo o país depois da partida contra a Espanha, em que a atual campeã mundial se viu derrotada por 4 a 2. A vitória garantiu a classificação do Brasil para a final do futebol feminino, neste sábado (10), contra os EUA.

Apelidada por torcedores de “muralha” e “paredão”, Lorena diz que a seleção não se abalou com a falta de confiança da torcida no início das Olimpíadas e afirma que as derrotas sofridas foram importantes para o time. “A gente acabou mudando a chavinha, fazendo grandes jogos e chegando à final.”