Goiás reduziu em 39,1% a proporção de mulheres de 18 a 24 anos que não estudavam nem estavam ocupadas de 2019 a 2025. O percentual caiu de 34,8% para 21,2%, uma redução de 13,6 pontos percentuais.

Os dados foram calculados a partir da base pública do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), divulgada em setembro de 2026, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que permite analisar a evolução dos indicadores nas 27 unidades da federação.

A redução proporcional registrada em Goiás foi a segunda maior do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que apresentou queda de 45,1%. Na comparação em pontos percentuais, Goiás ocupa a terceira posição. O resultado de 2025 é o menor da série histórica do IMDS, iniciada em 2012.

A trajetória teve oscilações ao longo do período: após atingir 23,6% em 2023, o indicador subiu para 25,9% em 2024 e voltou a cair no ano seguinte. A diferença entre mulheres e homens também diminuiu. Entre os goianos do sexo masculino de 18 a 24 anos, o percentual passou de 17,6% em 2019 para 17,2% em 2025. Com isso, a distância entre os dois grupos caiu de aproximadamente 17 para 4 pontos percentuais.

Metodologia

Pela metodologia do IMDS, o indicador reúne as pessoas que acumulavam duas condições na semana de referência da pesquisa: não estudavam e não estavam ocupadas. A redução pode decorrer de mudanças na frequência escolar, na ocupação ou em ambas. A base apresenta o resultado conjunto, sem detalhar a contribuição de cada fator.

Na PNAD Contínua Educação 2025, divulgada em junho deste ano, a gravidez foi apontada como o motivo de afastamento escolar por 24,7% das brasileiras de 14 a 29 anos que não haviam concluído o ensino médio e tinham abandonado ou nunca frequentado a escola.

Os afazeres domésticos ou cuidados com outras pessoas foram mencionados por 8,6%. Nesse mesmo grupo, a necessidade de trabalhar foi a razão mais citada, com 26,2%. Os dados nacionais abrangem uma faixa etária mais ampla do que a utilizada na comparação sobre Goiás e descrevem os motivos informados pelas jovens para o afastamento dos estudos.

Qualificação

Em um recorte que abrange também mulheres de outras faixas etárias, Goiás registrou 1,694 milhão de mulheres ocupadas no último trimestre de 2025, segundo análise do Instituto Mauro Borges (IMB) com dados da PNAD Contínua. O contingente cresceu 3,7% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o avanço nacional foi de 1,4%.

Na formação profissional, os Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotecs), vinculados à Secretaria da Retomada, certificaram 134.183 mulheres de 2021 a 2025. Elas representaram 93% do público certificado no período, em cursos de capacitação, qualificação profissional e formação técnica.

Outra iniciativa, o Crédito Social, beneficiou aproximadamente 26 mil mulheres de 2021 a fevereiro de 2026. Elas corresponderam a 89,5% do público atendido e receberam cerca de R$ 80 milhões para a aquisição de insumos e ferramentas destinados à abertura de negócios, segundo o balanço estadual.

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Fonte: Agência Cora