Relatos apontam denúncias de assédio, importunação sexual e estupro; pastor foi afastado de todas as funções eclesiásticas

Um pastor da Assembleia de Deus Ministério Fama foi afastado de suas funções na última terça-feira (3), após a igreja tomar conhecimento de denúncias de abuso envolvendo o religioso. Conforme relatos obtidos pelo Mais Goiás, ele é suspeito de abusar sexualmente de jovens que frequentavam a instituição.

A situação ganhou repercussão após a estudante de Direito Bruna Suyane publicar um vídeo nas redes sociais relatando os episódios. Na gravação, ela afirma que também foi vítima de toques inapropriados e que, ao questionar a conduta do religioso, ouviu que se tratava de excesso de carinho, e que o homem “a amava como um pai ama uma filha”.

A situação ganhou repercussão após a estudante de Direito Bruna Suyane publicar um vídeo nas redes sociais relatando os episódios. Na gravação, ela afirma que também foi vítima de toques inapropriados e que, ao questionar a conduta do religioso, ouviu que se tratava de excesso de carinho, e que o homem “a amava como um pai ama uma filha”. O relato da estudante também foi abordado na matéria sobre o depoimento da vítima.

No relato, Bruna afirma que o pastor é acusado de diferentes crimes sexuais, incluindo assédio, importunação sexual e estupro. Ela também reproduz relatos de outras possíveis vítimas, que teriam sido submetidas a situações de constrangimento e abordagens de cunho sexual durante conversas no gabinete do religioso. “Todos os episódios ele utilizava o nome de Deus e dizia que aquilo era uma forma de honrá-lo, pois se você honra o seu pastor, Deus honra você. Eram palavras que ele costumava repetir nos atos praticados”, conta a jovem.

Bruna revelou ainda que registrou um boletim de ocorrência. Segundo ela, até o momento da publicação, outras três mulheres também haviam denunciado os casos às autoridades, mas o número de vítimas pode ser maior considerando comentários relatando situações semelhantes nos comentários da postagem.

Segundo a jovem, o pastor utilizava justificativas religiosas para legitimar as condutas e dizia que as mulheres deveriam honrá-lo para receber bênçãos de Deus. Ela também menciona a denúncia de que uma jovem teria engravidado do religioso e sido induzida a interromper a gestação. 

Ao final do vídeo, Bruna pede que outras possíveis vítimas procurem as autoridades e compartilhem seus relatos. Ela também acusa a igreja de tentar impedir que os episódios fossem divulgados.

Além de Bruna, uma mulher que preferiu não se identificar relatou ao Mais Goiás que procurou a delegacia acompanhada de outras possíveis vítimas. O suspeito foi identificado pelas iniciais P.G.M. Segundo a denunciante, ele atuava como pastor de jovens na igreja e teria se aproveitado da posição de liderança para cometer os abusos.

A mulher afirmou que espera que a divulgação do caso encoraje outras possíveis vítimas a procurar as autoridades e denunciar. Ela também relatou que a igreja teria tentado “abafar” a situação. Nesta sexta-feira (6), afirmou ao portal que foi pressionada a não comentar sobre o ocorrido e, por esse motivo, decidiu não detalhar os episódios.

Fonte: Mais Goiás