Dois grupos de teatro de Goiás levam a produção artística do Estado a festivais internacionais em novembro, com apresentações em Cabo Verde, na África, e no Equador, na América Latina. A Cia. Corpo na Contramão e o Instituto Justina participam de eventos culturais com espetáculos e atividades de formação, ampliando a circulação do teatro goiano fora do Brasil.
As participações contam com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), operacionalizada pela Secretaria de Cultura (Secult).
Teatro goiano em festivais internacionais na África
A Cia. Corpo na Contramão inicia sua participação neste sábado (07/11), no Festival Internacional de Mindelact, em Cabo Verde. Segundo a organização, esta será a primeira vez que um grupo goiano integra a programação do evento, que reúne produções teatrais de países de língua portuguesa e de outras regiões.
Na sequência, a companhia participa do Festival Sal e Circo, na Ilha do Sal, com apresentações previstas para os dias 11, 13 e 15 de novembro.
O grupo apresenta o espetáculo infantil Dangerosíssima Viagem, inspirado no poema O homem; as viagens, de Carlos Drummond de Andrade. A montagem aborda os impactos da ação humana sobre o meio ambiente.
A história acompanha habitantes de um planeta devastado que partem pelo espaço em busca de um novo lugar para viver. Com elementos do teatro e da imaginação, a peça estimula reflexões sobre preservação ambiental e as consequências da destruição da natureza.
Instituto Justina apresenta espetáculo no Equador

No Equador, o Instituto Justina participa do Festival del Sur com duas atividades. A primeira será um laboratório de interpretação, na terça-feira (10/11), às 10 horas, na Casa Somos.
Na quarta-feira (11/11), às 11 horas, o grupo apresenta o espetáculo 1888, no Teatro Politécnico. A montagem tem atuação e dramaturgia da atriz goiana Takaiúna e direção da boliviana Claudia Eid Asbún.
A peça aborda as consequências da escravidão na sociedade contemporânea, com destaque para as experiências, memórias e formas de resistência das mulheres negras latino-americanas.
A narrativa acompanha Justina, uma mulher negra e curandeira que vive no Brasil de 1888 e preserva conhecimentos ancestrais relacionados ao cuidado e à cura. A partir da personagem, a obra propõe reflexões sobre identidade, memória e as marcas históricas da escravidão.
Com 25 anos de trajetória, o Festival del Sur reúne produções de teatro, dança, música, artes visuais, literatura e audiovisual do Equador e de outros países. A programação inclui atividades culturais, educativas e comunitárias em diferentes regiões do país.
Apoio garante circulação de grupos goianos
As participações internacionais integram projetos de manutenção apoiados pela Política Nacional Aldir Blanc.
A Cia. Corpo na Contramão, que possui 35 anos de trajetória, recebe recursos para dar continuidade às atividades. O projeto contempla apresentações teatrais, encontros, ações formativas e atividades voltadas ao público infantil.
Já o Instituto Justina, sediado em Aparecida de Goiânia, foi contemplado pelo Edital de Manutenção Continuada de Grupos/Cias de Arte da Pnab.
O projeto Instituto Justina: Território de Criação Comunitária prevê quatro anos de atividades, entre 2026 e 2030. Estão programadas ações de criação, formação, circulação, mediação cultural e profissionalização da equipe.
Ao todo, serão 92 atividades, além de apresentações em três regiões brasileiras e quatro países.
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Fonte: Agência Cora







