O número de pessoas que trabalham com transporte de passageiros e entregas em Goiás aumentou 27% em um ano. Dados do Instituto Mauro Borges (IMB) mostram que o estado passou de 57,45 mil trabalhadores nessas atividades no terceiro trimestre de 2024 para 73,03 mil no mesmo período de 2025.

O crescimento representa a entrada de aproximadamente 15,6 mil pessoas nesse mercado em apenas 12 meses e corresponde ao maior patamar registrado na série histórica analisada pelo instituto.

Entre os trabalhadores contabilizados, a maior parcela é formada por motoristas de aplicativo e taxistas. Juntas, essas categorias reuniam cerca de 45,2 mil pessoas no terceiro trimestre de 2025.

Os entregadores que utilizam motocicletas aparecem em seguida, com aproximadamente 14,1 mil trabalhadores. Já os mototaxistas somavam 12 mil pessoas. Outros 1,8 mil trabalhadores utilizavam diferentes meios de transporte para realizar os serviços.

Crescimento voltou a ganhar força

A expansão registrada em 2025 ocorre depois de um período de menor ritmo de crescimento. A quantidade de trabalhadores nessas atividades vinha aumentando ao longo dos anos, mas perdeu força em 2024 antes de voltar a avançar de maneira mais expressiva no ano seguinte.

Apesar do crescimento na comparação anual, o número permaneceu praticamente estável entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025. No segundo trimestre, Goiás tinha aproximadamente 73,2 mil pessoas trabalhando nessas atividades, apenas cerca de 142 a mais do que o registrado no trimestre seguinte.

Trabalhadores ainda representam pequena parcela do mercado

Mesmo com o aumento significativo, os trabalhadores ligados ao transporte e às entregas ainda representam uma parcela relativamente pequena da população ocupada em Goiás.

No terceiro trimestre de 2025, o estado contabilizava aproximadamente 3,87 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 1,89% estavam inseridas nas atividades classificadas pelo levantamento como parte da chamada Gig Economy, modelo que reúne trabalhadores que prestam serviços sob demanda.

Um ano antes, essa participação era de 1,50%. Com isso, a presença desse tipo de trabalhador no mercado de trabalho goiano aumentou 0,39 ponto percentual em um ano.

Número mais que triplicou desde 2012

O crescimento também pode ser observado em uma perspectiva de longo prazo. Em 2012, quando começa a série histórica analisada pelo IMB, Goiás tinha cerca de 18,87 mil pessoas ocupadas nessas atividades.

O número avançou para 48,84 mil em 2023 e chegou a 57,45 mil em 2024. Em 2025, atingiu os 73,03 mil trabalhadores.

Os números foram calculados pelo Instituto Mauro Borges a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A metodologia utilizada considera diferentes ocupações relacionadas ao transporte de passageiros, entregas e atividades semelhantes. Por isso, os dados não permitem identificar exatamente quantos dos 45,2 mil trabalhadores classificados como motoristas e taxistas atuam exclusivamente por meio de aplicativos e quantos trabalham como taxistas tradicionais.

O avanço mostra, porém, o peso crescente das atividades realizadas sob demanda no mercado de trabalho de Goiás, especialmente nos segmentos de transporte individual e entregas.