Nos meses de agosto a outubro, quem passa pelas ruas, praças e parques de Goiânia pode observar a bela florada dos ipês-brancos (Tabebuia roseoalba), uma espécie nativa do Cerrado. Esse período coincide com a estiagem, que se inicia após a queda das temperaturas registrada em junho e julho.

A engenheira agrônoma da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Jarina Padial, destaca que a diminuição das temperaturas nos meses que precedem a floração, aliada ao período seco, são determinantes para o aparecimento das flores. Antes de florescer, a árvore passa por um processo de queda de folhas, sendo classificada como caducifólia. Essa adaptação ajuda a diminuir a perda de água, permitindo que a planta concentre sua energia na floração.

A florada do ipê-branco tem uma duração de até cinco dias, com o pico de floração ocorrendo em média durante dois dias. A intensidade da floração e a força dos ventos podem influenciar o tempo que as flores permanecem na árvore.

Jarina também ressalta as vantagens do ipê-branco para a arborização urbana: “Por ser uma espécie de menor porte, com raízes profundas, é ideal para ser plantada em parques, praças e canteiros centrais, apresentando menores chances de conflitos com calçadas e tubulações”, afirma. Além disso, a árvore é uma fonte de alimento para polinizadores e abrigo para diversos animais.

Fonte: Acontece no País