Candidato do Missão afirmou que apoiadores do senador ignoram suspeitas de corrupção e direcionou críticas ao eleitorado bolsonarista
Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos criticou os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar as investigações relacionadas à chamada Operação Dark Horse. Em publicação nas redes sociais, o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que apoiadores do adversário não se importariam com as suspeitas investigadas e declarou que eles “amam bandido”.
A manifestação ocorreu após uma operação que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos provenientes de emendas parlamentares e a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos da investigação está o deputado federal Mário Frias (PL).
Ao abordar o caso, Renan afirmou considerar evidente a existência de irregularidades e disse acreditar que, caso as investigações avancem e sejam comprovados crimes, os responsáveis deverão ser presos.
O candidato do Missão também direcionou críticas diretamente a Flávio Bolsonaro e aos apoiadores do senador. Segundo Renan, parte desse eleitorado continuaria apoiando o presidenciável mesmo diante de diferentes controvérsias envolvendo seu nome ao longo dos últimos anos.
Entre os episódios citados por Renan estão as investigações sobre o caso conhecido como “rachadinha” e questionamentos relacionados à aquisição de imóveis. As referências foram utilizadas pelo candidato para sustentar a avaliação de que os apoiadores de Flávio não abandonariam o político mesmo diante de novas suspeitas.
Renan também contestou o argumento de eleitores que justificariam o voto em Flávio Bolsonaro como uma alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, essa justificativa não faria sentido especialmente no primeiro turno da eleição, quando os eleitores possuem outras candidaturas disponíveis.
Em outra crítica, Renan afirmou que a ligação desse eleitorado seria mais forte com Jair Bolsonaro do que propriamente com Flávio. Na avaliação dele, parte dos apoiadores teria migrado para a candidatura do senador em razão da identificação construída anteriormente com o ex-presidente.
Investigação
A operação mencionada no contexto das declarações cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Os investigados são suspeitos de crimes que podem envolver peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em processos licitatórios.
Segundo informações da Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações apontam indícios de irregularidades envolvendo cerca de R$ 2 milhões provenientes de emendas parlamentares apresentadas pelo deputado Mário Frias.
Uma das emendas, no valor de R$ 1 milhão, teria sido destinada à realização de um programa de empreendedorismo em municípios do interior paulista. De acordo com a investigação, porém, o projeto que justificaria o repasse dos recursos não teria sido efetivamente executado.
As declarações de Renan Santos ampliam o embate entre os candidatos à Presidência em meio ao avanço das investigações e à disputa eleitoral de 2026.








