Da Redação

Ex-lutador profissional teria mantido cachorros da vítima em sua casa como forma de pressioná-la a assumir dívida contraída pelo companheiro

Um ex-lutador profissional apontado como um dos precursores do MMA em Goiás foi preso em flagrante na quinta-feira (13), em Aparecida de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, o homem, que também atua como professor de artes marciais, é suspeito de perseguir, ameaçar e agredir uma mulher durante uma cobrança relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 2 mil.

De acordo com as investigações, o débito não havia sido contraído pela vítima, mas pelo companheiro dela, que atualmente está preso. Após a prisão do homem, o suspeito teria passado a cobrar o valor diretamente da mulher, responsabilizando-a pelo pagamento.

A partir de então, conforme a Polícia Civil, a vítima passou a ser alvo de perseguições e ameaças no Setor Vila São José, em Aparecida de Goiânia. A situação teria se intensificado durante as tentativas do investigado de receber o dinheiro.

Ainda segundo a corporação, o ex-lutador teria levado os cachorros da mulher e mantido os animais em sua residência. A suspeita é de que os cães tenham sido usados como forma de pressionar a vítima para que ela quitasse a dívida atribuída ao companheiro.

O caso ganhou maior gravidade depois que a mulher relatou ter recebido ameaças de morte. Segundo o depoimento apresentado à polícia, o suspeito teria afirmado que colocaria fogo na casa dela com a vítima dentro caso o valor não fosse pago.

Logo após a ameaça, a mulher procurou a Polícia Civil e denunciou o caso. Com as informações fornecidas pela vítima, equipes iniciaram buscas para localizar o investigado.

O suspeito foi encontrado pouco tempo depois e acabou preso em flagrante. Conforme a Polícia Civil, ele foi autuado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e perseguição praticados no contexto da Lei Maria da Penha.

O homem é conhecido no meio esportivo por sua trajetória nas artes marciais e por ter participado do desenvolvimento do MMA em Goiás. A identidade dele não foi divulgada na reportagem.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura as circunstâncias das ameaças, das agressões e da cobrança realizada contra a vítima.