Da Redação

Indicado pelo PDT, Carlos Mundim tem 51 anos, já integrou o PT e destaca união de partidos de esquerda na disputa estadual

O advogado Carlos Mundim, de 51 anos, foi escolhido pelo PDT para ocupar a vaga de vice na chapa de Luis Cesar Bueno (PT) ao governo de Goiás nas eleições de 2026. Natural de Goiânia, Mundim possui trajetória ligada à advocacia e à militância política e já foi filiado ao Partido dos Trabalhadores entre 2002 e 2006.

A ligação com o Direito faz parte da história familiar do candidato. O pai, que morreu quando Mundim tinha apenas três anos, era advogado, assim como alguns de seus tios. Atualmente, ele acumula 29 anos de atuação profissional na advocacia. A mãe trabalha como empresária no setor têxtil.

A trajetória pessoal também foi marcada por perdas familiares. Mundim tinha duas irmãs. Uma delas morreu aos 18 anos em decorrência de um problema renal, enquanto a outra faleceu aos 43 anos, vítima de câncer. Posteriormente, sua mãe se casou novamente e teve outro filho, Anísio, irmão mais novo do advogado.

Início na política

O envolvimento de Carlos Mundim com a política começou ainda durante a graduação. Em 1997, ano em que concluiu o curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), ele presidiu o Centro Acadêmico da instituição. Anos depois, entre 2001 e 2004, atuou como procurador de Goiânia durante a administração do então prefeito Pedro Wilson (PT).

Ao longo da carreira, Mundim afirma ter participado de discussões relacionadas a temas nacionais por meio da advocacia e da atuação política. Depois de ter passado pelo PT, encontrou no PDT um novo espaço partidário após a saída de George Morais e Flávia Morais da legenda.

Segundo o candidato a vice, a identificação com as posições históricas do PDT contribuiu para a decisão de ingressar no partido. Para ele, a sigla abriu espaço para colocar em prática ideias e mudanças que defende ao longo de sua trajetória política.

Entre as principais referências políticas citadas por Mundim estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Getúlio Vargas, o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola e Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

Mundim também destaca a relação de longa data com Luis Cesar Bueno. Os dois mantêm proximidade desde o período em que estiveram ligados ao PT. Na avaliação do advogado, a experiência profissional e a participação na política podem contribuir para a chapa encabeçada pelo petista.

União da esquerda

A composição da chapa também é apontada pelo candidato como um movimento relevante para os partidos de esquerda em Goiás. Mundim considera que a aliança conseguiu reunir diferentes legendas em torno de uma mesma candidatura, com o PT ocupando a cabeça de chapa e o PDT ficando com a vice.

Segundo ele, uma composição dessa dimensão entre as forças políticas do campo não ocorria no estado havia 24 anos. Mundim afirma ter participado das articulações e classifica o momento como histórico para o grupo político.

Encontros com Lula

A proximidade política com Lula também é destacada na trajetória de Carlos Mundim. Recentemente, o candidato a vice participou de um encontro do presidente da República com candidatos aos governos estaduais. De acordo com a reportagem, Mundim foi o único candidato a vice presente na reunião.

O encontro, porém, não foi o primeiro entre os dois. Mundim também esteve com Lula em 2025 e em 2006. Há cerca de duas décadas, ainda como militante, ele conseguiu se aproximar do então presidente por intermédio de Gilberto Carvalho, que ocupava a chefia de gabinete de Lula e atualmente participa da coordenação da campanha presidencial à reeleição.

Agora, o cenário é diferente. Depois de anos de militância e atuação nos bastidores da política, Carlos Mundim chega às eleições de 2026 como candidato pela primeira vez, compondo a chapa de Luis Cesar Bueno na disputa pelo governo de Goiás.