Da Redação

A Prefeitura de Goiânia informou que concluiu a contratação de todos os medicamentos e insumos previstos na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume), assegurando que 100% dos itens já possuem atas de registro de preços e pedidos formalizados aos fornecedores. Apesar disso, o abastecimento nas unidades de saúde ainda está em 90,5%, percentual que deve aumentar conforme as entregas forem realizadas pelas empresas contratadas.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a diferença de 9,5% não está relacionada à falta de aquisição dos produtos, mas aos prazos previstos para entrega por parte das indústrias e distribuidoras responsáveis pelo fornecimento.

Entre 2025 e junho de 2026, a pasta destinou R$ 63,9 milhões para a compra de 506 tipos de medicamentos e materiais utilizados diariamente na rede pública. Atualmente, os estoques contam com mais de 15,5 milhões de medicamentos e cerca de 8 milhões de insumos, destinados ao atendimento dos pacientes nas unidades municipais.

De acordo com a gerente de Planejamento e Suprimentos da Rede da SMS, Juliana Oliveira, a formalização das compras representa um passo importante para a regularização completa do abastecimento. Ela explica que, desde o início da atual gestão, a secretaria vem adotando um planejamento para recompor os estoques e que o fornecimento continuará evoluindo à medida que os produtos forem entregues pelos fabricantes e distribuidores.

A gerente ressalta que o percentual ainda não disponível nas unidades decorre exclusivamente do cronograma logístico dos fornecedores e que, conforme os medicamentos chegam ao município, eles passam pelo processo de distribuição até as unidades de saúde.

Cadeia logística pode impactar abastecimento

A SMS explica que o fornecimento de medicamentos depende de diversas etapas administrativas e logísticas, o que pode provocar atrasos temporários na disponibilidade de alguns produtos.

Entre os fatores que podem interferir no abastecimento estão atrasos por parte dos fornecedores, licitações fracassadas por apresentarem valores acima do estimado pela administração, processos sem empresas interessadas, cancelamento de atas de registro de preços e pedidos de substituição de marcas após a contratação.

Segundo Juliana Oliveira, essas situações são acompanhadas diariamente pela equipe responsável, que monitora estoques, contratos e cronogramas de entrega para reduzir impactos no atendimento à população. Sempre que ocorre algum problema, a secretaria afirma adotar medidas administrativas para restabelecer o fornecimento no menor prazo possível.

Nova lista de medicamentos ampliará oferta

A Secretaria Municipal de Saúde também prepara a implementação da nova Relação Municipal de Medicamentos Essenciais, atualizada pela Portaria nº 258/2026. A norma foi publicada em abril deste ano e passará a valer após o período de 180 dias previsto na legislação.

Com a atualização, a rede municipal passará a oferecer mais 66 medicamentos, que serão incorporados às áreas de saúde mental, urgência e emergência, oftalmologia e ao Ambulatório Transviver.

A SMS informou que os processos licitatórios e administrativos para aquisição desses novos medicamentos já estão em andamento. Após a conclusão das compras e a entrega pelos fornecedores, os produtos serão distribuídos às unidades de saúde e disponibilizados para a população nas farmácias da rede municipal.