Da Redação
O policial civil aposentado de 66 anos, que havia sido resgatado em situação extrema de desnutrição e abandono em Goiânia, morreu após permanecer 13 dias internado. A confirmação foi feita pela Polícia Civil nesta terça-feira (28). O óbito ocorreu na madrugada de domingo (26), em um hospital particular da capital, em decorrência das complicações do quadro clínico.
O idoso havia sido socorrido no dia 13 de julho, depois de ser encontrado em um apartamento no Setor Jardim Novo Mundo em condições consideradas críticas. Equipes do Corpo de Bombeiros constataram que ele apresentava desnutrição severa, desidratação, múltiplas lesões pelo corpo e feridas infectadas, sendo encaminhado imediatamente para atendimento médico especializado.
O responsável pelos cuidados da vítima, um jovem de 25 anos tratado pelo aposentado como filho de criação, foi preso em flagrante no dia do resgate. Ele foi autuado inicialmente pelos crimes de maus-tratos e omissão de assistência à saúde de pessoa idosa.
Denúncia partiu de familiares
A situação veio à tona após familiares insistirem em visitar o aposentado. Segundo as investigações, as irmãs da vítima enfrentavam dificuldades para manter contato com ele havia meses, pois o cuidador impedia o acesso ao apartamento. Em algumas ocasiões, elas só conseguiram vê-lo pela janela do imóvel.
Quando finalmente entraram na residência, encontraram o idoso sem condições de se locomover e vivendo em completo estado de abandono. Diante da gravidade da situação, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar o resgate.
Investigação pode ter novos desdobramentos
Durante o depoimento à Polícia Civil, o suspeito alegou que o aposentado enfrentava problemas de saúde e que teria decidido interromper o tratamento médico por vontade própria. No entanto, a corporação entende que essa justificativa não afasta a responsabilidade de quem assumiu os cuidados da vítima.
Com a morte do idoso, a Polícia Civil avalia a alteração da tipificação dos crimes atribuídos ao investigado, o que poderá resultar em acusações mais graves. O inquérito também busca esclarecer há quanto tempo a vítima vivia naquelas condições e se outras pessoas tinham conhecimento da situação, mas deixaram de comunicar as autoridades.






