Da Redação

A Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva de Renata de Almeida Pedreira e Sousa, investigada pela morte do jornalista Delson Santos e do cachorro da vítima, durante um crime ocorrido na última sexta-feira (24), em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. A decisão foi proferida pela juíza Telma Aparecida Alves, que negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Ao justificar a manutenção da prisão, a magistrada considerou a gravidade dos fatos e destacou que o crime aconteceu durante uma confraternização. A decisão também levou em conta registros anteriores envolvendo a investigada por crimes como estelionato, difamação, injúria e calúnia, embora ela não possua condenações definitivas. Segundo a juíza, esses antecedentes devem ser analisados na avaliação do risco à ordem pública e de eventual reiteração criminosa.

Conforme as investigações iniciais, além de Renata e do jornalista, outras duas pessoas participavam do encontro no apartamento quando uma discussão terminou em violência. Uma das mulheres presentes também ficou ferida durante o episódio. A motivação da briga e a dinâmica exata dos acontecimentos ainda são apuradas pela Polícia Civil.

Após o crime, Renata permaneceu trancada no imóvel e ameaçou tirar a própria vida. Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram mobilizadas para negociar sua rendição. De acordo com a corporação, a suspeita apresentava sinais de uma possível crise psicológica e resistiu por várias horas antes de ser contida. Durante a operação, os policiais utilizaram recursos táticos para entrar no apartamento, sendo necessário o emprego de arma de incapacitação elétrica para efetuar a prisão.

A Polícia Científica realizou a perícia no local do homicídio, enquanto a Polícia Civil segue reunindo depoimentos e analisando provas para esclarecer as circunstâncias do caso e a participação de cada uma das pessoas que estavam no apartamento. A Defensoria Pública, responsável pela defesa da investigada, informou que não irá comentar a decisão judicial neste momento.