RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ainda tinha, na manhã deste domingo (26), 6.232 unidades consumidoras sem fornecimento de energia elétrica, segundo balanço da CPFL Paulista — dois dias depois do temporal com ventos de até 70 km/h que atingiu a cidade na sexta-feira (24) e deixou uma pessoa morta. O prefeito Ricardo Silva (PSD) afirmou em coletiva de imprensa em 10 mil imóveis sem energia, o equivalente a 3% do município.
A concessionária afirma que cerca de 98% dos clientes da cidade já tiveram o fornecimento normalizado e que aproximadamente 300 equipes seguem mobilizadas para concluir os reparos na rede. Participam da operação profissionais de Franca, Araraquara, Campinas e Piracicaba, de outras distribuidoras do grupo CPFL Energia e de empresas parceiras, em trabalho contínuo desde a tempestade.
Os esforços da CPFL estão concentrados na reconstrução de 54 torres de transmissão e na substituição de mais de 250 postes, considerados essenciais para a normalização do sistema nas áreas mais afetadas. A companhia não informou prazo para o restabelecimento total, e a prefeitura também não apresentou uma data prevista.
O governador Tarcísio de Freitas (REP) participou da coletiva de imprensa realizada na sede da Prefeitura de Ribeirão Preto.
“Se registrou 121 km/h, oficialmente. Mas no nosso IAC, a gente chegou a medir 160 km/h de vento. Então, a gente teve aí a perda de 54 torres de transmissão [CPFL falou em 34]. É um evento sem precedente, a gente não lembra de ter visto na história recente, em região nenhuma, um prejuízo dessa dessa monta”, disse o governador.
Segundo o prefeito, quatro poços da Saerp (Secretaria Municipal de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) permanecem desligados por falta de energia, mas devem receber geradores, com meta de retomada do funcionamento ainda neste domingo.
A CPFL também atualizou a situação em cidades vizinhas atingidas pelo temporal. Em Guariba, cerca de 13 mil clientes seguem sem energia, e a companhia concentra os trabalhos de reconstrução da rede ao longo desta segunda-feira (27) para restabelecer o fornecimento. Em Taquaritinga, aproximadamente 1,7 mil clientes estão em processo de recomposição, e em Dumont, cerca de 467 permanecem sem luz.
A concessionária diz manter prioridade no atendimento a hospitais, unidades de saúde, sistemas de abastecimento de água e ocorrências com risco à segurança da população. Os trabalhos são conduzidos em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, as prefeituras da região e o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Defesa Civil do Estado de São Paulo. A empresa orienta a população a não tocar em fios rompidos nem em galhos de árvores sobre a rede elétrica, mesmo que pareçam desenergizados, e a acionar concessionária e bombeiros nesses casos.
A Prefeitura de Ribeirão Preto decretou emergência e estado de calamidade pública na sexta-feira (24), após chuvas fortes e ventos intensos provocarem danos na cidade. Um idoso de 90 anos morreu em um desabamento. Segundo a Defesa Civil estadual, a tempestade teve rajadas de até 70 km/h e acumulado de chuva de cerca de 30 mm, o que levou à instalação de um gabinete de crise. Avenidas ficaram interditadas, e unidades de saúde precisaram interromper temporariamente o funcionamento por falhas em equipamentos causadas pelas enxurradas e pelo vento.




