PARATY, RJ (FOLHAPRESS) – O público aglomerado na frente da pousada Porto Imperial, bem ao lado da praça da Matriz em Paraty, começou a berrar “falta de respeito, falta de respeito” em torno das 15h30 deste sábado (25).
O motivo era uma mesa programada na casa parceira Brasil de Histórias com a escritora Conceição Evaristo, a ministra Cármen Lúcia e a jornalista Míriam Leitão, mediadas por Afonso Borges.
A conversa intitulada “Literatura e História”, previsivelmente, atraiu uma enorme quantidade de leitores interessados e, na hora marcada para o começo da mesa, havia várias dezenas de pessoas apinhadas na rua em frente do endereço.
A fila começou a ser formada com mais de três horas de antecedência e a organização afirmou que começaria a ordená-la cerca de uma hora antes do início da mesa. Mas, segundo a leitora Mônica, que chegou ali em torno de 12h30, isso nunca foi feito.
A porta da casa foi fechada depois que poucas dezenas de pessoas entraram, incluindo convidados da produção. Depois, três seguranças se postaram na frente da casa de braços cruzados e nenhuma satisfação foi dada pela produção aos leitores aglomerados, que ficaram indignados, conforme vários deles expressaram à Folha.
Houve um princípio de confusão quando uma mulher tentou passar pelos seguranças e abrir a porta da pousada. Houve gritos organizados de “deixa a gente entrar”, sem qualquer resultado.
Às 15h30, quando se notou que a mesa havia começado a acontecer, o público passou a se dispersar aos poucos.
O portal Amado Mundo, que organiza a programação da casa, respondeu a reclamações publicadas em suas postagens dizendo que “a procura realmente superou as expectativas”. “Sabemos que isso gerou frustração para muita gente”, disse a conta do portal, acrescentando que o retorno dos leitores “é muito importante para pensarmos as próximas edições”.
É um sintoma tanto da popularidade das autoras reunidas quanto da lotação desta edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que tem suas ruas apinhadas de leitores desde quarta-feira.
Casas com capacidade menor –a estimativa é que o público que acabou dentro da Brasil de Histórias ficou em torno de 40 pessoas– têm provocado longas filas, muita espera e alguma frustração.



