Um sargento da Polícia Militar foi preso sob suspeita de matar a própria esposa depois de levá-la já sem vida a uma unidade hospitalar. O caso ocorreu em Santos, no litoral de São Paulo, e passou a ser investigado como feminicídio após exames periciais apontarem que a vítima apresentava diversas lesões incompatíveis com a versão inicialmente apresentada pelo militar.

Segundo as investigações, o policial chegou ao hospital afirmando que a esposa havia passado mal durante uma consulta médica. No entanto, a equipe de saúde constatou que a mulher já estava morta e acionou a Polícia Civil diante dos indícios de violência.

A perícia realizada no corpo da vítima identificou múltiplas lesões, incluindo sinais de agressões em diferentes partes do corpo. Os ferimentos levantaram a suspeita de que a mulher tenha sido submetida a violência física antes de morrer, contrariando a versão apresentada pelo sargento.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação inicial, o policial militar recebeu voz de prisão e foi encaminhado para uma unidade prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado para esclarecer a dinâmica dos fatos e determinar a causa exata da morte.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais complementares, que devem confirmar as circunstâncias do crime e subsidiar o inquérito. Testemunhas também estão sendo ouvidas, e imagens de câmeras de segurança fazem parte do material analisado pelos investigadores.

O caso é tratado como possível feminicídio, e a investigação busca esclarecer se houve violência doméstica anterior e se existiam registros de ocorrências envolvendo o casal.