Da Redação
A implantação de um serviço de telemedicina na rede municipal de saúde de Goiânia poderá reduzir em até 30 mil, por mês, o número de atendimentos de baixa complexidade realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A estimativa é do secretário municipal de Saúde, que defende a iniciativa como uma forma de desafogar as unidades de urgência e emergência e diminuir o tempo de espera para pacientes com casos mais graves.
Segundo o secretário, grande parte da demanda registrada atualmente nas UPAs é formada por pacientes classificados como casos leves, que poderiam receber orientação médica à distância sem a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde. Com a telemedicina, esses atendimentos seriam realizados por meio de consultas virtuais, permitindo que as equipes presenciais concentrem esforços nos casos de maior urgência.
A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que o novo modelo funcione como uma porta de entrada para o sistema, oferecendo avaliação inicial, orientações médicas, emissão de receitas quando necessário e encaminhamento para atendimento presencial apenas nos casos em que houver indicação clínica.
De acordo com a pasta, a medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da rede pública e à reorganização do fluxo de pacientes. Além de reduzir a superlotação das UPAs, a proposta pretende diminuir o tempo de espera por atendimento e otimizar a utilização dos profissionais de saúde disponíveis.
O secretário destacou que muitas pessoas procuram as unidades de pronto atendimento para tratar sintomas considerados simples, como resfriados, dores leves, renovação de receitas e outras situações que podem ser resolvidas por meio de uma consulta remota. Nesses casos, a telemedicina seria uma alternativa mais rápida e confortável para o paciente, evitando deslocamentos e filas.
A implantação do serviço também poderá contribuir para reduzir custos operacionais da rede municipal, já que parte dos atendimentos deixará de ocupar a estrutura física das UPAs. A economia poderá ser direcionada para investimentos em áreas consideradas prioritárias, como ampliação de equipes, aquisição de equipamentos e melhoria da infraestrutura das unidades.
Ainda conforme o secretário, o atendimento virtual seguirá protocolos clínicos específicos para garantir a segurança dos pacientes. Sempre que houver suspeita de um quadro mais grave ou necessidade de exame físico, o médico fará o encaminhamento imediato para atendimento presencial em uma unidade de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde ainda trabalha na estruturação do projeto e na definição do modelo operacional da plataforma. A expectativa é que o sistema seja integrado aos demais serviços da rede pública, permitindo acesso ao histórico do paciente e maior continuidade no acompanhamento médico.
A administração municipal avalia que a adoção da telemedicina acompanha uma tendência já observada em diversas redes de saúde do país, que passaram a utilizar consultas virtuais para ampliar o acesso da população aos serviços médicos e tornar o atendimento mais ágil, especialmente nos casos de baixa complexidade.






