Da Redação

O PSDB confirmou nesta quinta-feira (9) que o deputado federal Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda, desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. Com a decisão, o partido também anunciou que não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto neste pleito.  

A decisão foi comunicada após Aécio conceder entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual descartou a possibilidade de concorrer ao cargo. A direção nacional do PSDB confirmou a informação, mas não detalhou os motivos que levaram o parlamentar a retirar seu nome da disputa.  

Nos últimos meses, o nome de Aécio vinha sendo cogitado como alternativa da sigla para a corrida presidencial. Em maio, o Cidadania, partido que integra uma federação com o PSDB e o Solidariedade, chegou a defender oficialmente sua pré-candidatura. Além disso, o diretório paulista dos tucanos manifestou apoio ao deputado, assim como o ex-ministro Ciro Gomes, que posteriormente decidiu concentrar sua atuação na disputa pelo Governo do Ceará.  

Com a desistência de Aécio, o PSDB ficará fora da disputa presidencial pela primeira vez desde a redemocratização, encerrando uma tradição de lançar candidatos próprios ao cargo máximo do Executivo nacional. A legenda ainda não informou se apoiará outro nome durante a campanha eleitoral ou se permanecerá neutra no primeiro turno.  

Trajetória política

Aécio Neves iniciou sua carreira política como assessor de seu avô, o ex-presidente eleito Tancredo Neves, durante o governo de Minas Gerais e na campanha presidencial de 1985. Em 1986, foi eleito deputado federal por Minas Gerais, cargo para o qual conquistou quatro mandatos consecutivos.

Em 2001, assumiu a presidência da Câmara dos Deputados e, no ano seguinte, foi eleito governador de Minas Gerais. Reeleito em 2006, administrou o Estado até 2010, quando renunciou para disputar uma vaga no Senado Federal.

Em 2014, foi o candidato do PSDB à Presidência da República e chegou ao segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), sendo derrotado por uma diferença de pouco mais de três pontos percentuais. Posteriormente, enfrentou investigações relacionadas à Operação Lava Jato, mas teve processos arquivados ou foi absolvido nas ações que tramitavam na Justiça. Atualmente, exerce mandato como deputado federal e preside nacionalmente o PSDB.